MILITAR

Submarino Yasen-M da Rússia altera dinâmica da guerra naval

Novo submarino nuclear deve reforçar estratégias com mísseis hipersônicos até 2026.

Por Sputnik Brasil Publicado em 29/07/2026 às 03:59
Submarino Yasen-M transforma estratégias navais e reforça capacidade militar da Rússia. © Foto / Sevmash

O principal estaleiro militar da Rússia lançou à água o mais recente submarino nuclear de ataque da classe Yasen-M, escreve uma revista estadunidense.

A revista salienta que o lançamento do Yasen-M coincide com o anúncio de que o Perm, o quinto submarino da classe, deve entrar em serviço no final de 2026 como o primeiro do mundo equipado com mísseis de cruzeiro hipersônicos.

"O Yasen-M é a maior classe de submarinos de ataque do mundo e integra um conjunto de sonares excepcionalmente potente, com o característico sonar esférico de proa, de grandes dimensões, ocupando grande parte de sua seção dianteira, o que obrigou a realocação dos tubos de torpedo para uma posição mais à ré", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a percepção situacional é um pilar fundamental do submarino, que conta com um grande conjunto de sonares na proa, projetado para oferecer alcances de detecção excepcionalmente longos.

Isso destaca o princípio estratégico de que, na guerra submarina moderna, quem detecta primeiro geralmente garante uma vantagem decisiva, observa o texto.

Essa capacidade está em forte sinergia com avanços significativos na redução de ruído, tornando a classe mais difícil de ser detectada por meio de extensas medidas de silenciamento, como suportes de máquinas com amortecimento de vibração e redução do ruído hidrodinâmico.

Conforme acrescenta o artigo, o lançamento do sexto casco da série representa a renovação contínua da Marinha russa. A quilha de um nono submarino também foi lançada recentemente.

Então, a Marinha russa pretende fazer a transição exclusiva para esse tipo de submarino na próxima década com características superiores de busca, ataque e defesa, além de um arsenal abrangente de mísseis de cruzeiro e torpedos modernos.

Dessa forma, a reportagem conclui que tudo isso reflete uma priorização sustentada do comando militar russo dos investimentos em submarinos de ataque em detrimento dos navios de combate de superfície.

Anteriormente, o comandante dos Reais Fuzileiros Navais britânicos, general Gwyn Jenkins, reconheceu que o Reino Unido está perto de ceder o domínio no Atlântico à Rússia. Na sua visão, a vantagem que Londres tinha desfrutado no Atlântico após o fim da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria está sob ameaça.