ECONOMIA

Kering registra leve alta na receita do segundo trimestre

Grupo de luxo, dono da Gucci, teve receita de 3,65 bilhões de euros no período encerrado em junho.

Por Estadao Conteudo Publicado em 28/07/2026 às 20:55
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Kering informou um aumento de receita no trimestre mais recente, enquanto o grupo francês de luxo trabalha para recuperar o apelo de suas marcas, especialmente a Gucci.

A empresa, com sede em Paris, registrou receita de 3,65 bilhões de euros (US$ 4,15 bilhões) no trimestre encerrado em junho. O resultado foi 1% maior do que um ano antes em termos reportados e 2% acima desconsiderando efeitos de câmbio e mudanças de portfólio. O resultado se compara aos 3,63 bilhões de euros esperados por analistas, segundo consenso da Visible Alpha.

"Em todo o grupo, estamos vendo sinais iniciais de progresso no desejo pelas marcas, no impulso comercial e no desempenho operacional", disse o CEO Luca de Meo.

A receita do grupo voltou a crescer no trimestre pela primeira vez desde o fim de 2023.

No início deste ano, a empresa implementou uma série de medidas de reestruturação sob a liderança de De Meo, ex-executivo do setor automotivo que assumiu como CEO da Kering em setembro de 2025.

A joia da coroa do grupo, a Gucci, registrou vendas de 1,41 bilhão de euros, queda de 3% na comparação anual em termos reportados. Apesar do recuo, a empresa observou que as novas coleções da marca continuaram ganhando tração. As vendas em lojas operadas diretamente ainda foram negativas, com queda de 2% em base comparável, mas melhoraram 7 pontos porcentuais em relação aos três meses anteriores. Isso marca a aceleração sequencial mais forte da Gucci em vários trimestres, disse a Kering.

Nos últimos anos, a Kering sofreu mais do que alguns de seus concorrentes devido ao declínio global nos gastos com artigos de luxo. A Gucci tendia a focar em designs sazonais voltados a clientes de menor poder aquisitivo, que evitam gastos excessivos em períodos de dificuldade econômica.

O lucro operacional recorrente alcançou 921 milhões de euros no primeiro semestre, estável em comparação com os mesmos meses do ano passado.