Brasil busca duplicar comércio com Coreia do Sul em dois anos
Vice-presidente Alckmin detalha missão para abrir mercado à carne brasileira e expande oportunidades comerciais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, durante o Encontro Empresarial Brasil Coreia nesta terça-feira (28), abordou as oportunidades para o Brasil no mercado asiático, especialmente para a carne nacional.
Em entrevista coletiva, Alckmin apontou que o encontro busca avanços em tratativas sobre os minerais críticos, indústria de manufaturas e comércio exterior. A corrente comercial entre Brasil e Coreia do Sul, hoje em US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 53,6 bilhões), pode dobrar nos próximos dois anos, segundo ele. Em 2011, as trocas chegaram a US$ 15 bilhões (cerca de R$ 76,5 bilhões).
Em meio aos rumos comerciais entre os dois países, o vice-presidente fez um apontamento especial para a carne brasileira. Em agosto, o governo brasileiro enviará uma missão à Coreia do Sul para tratar especificamente da abertura de mercado para a carne nacional.
Ele ressaltou que a carne do Brasil tem custo 40% menos se comparada com o produto estadunidense e tem qualidade excepcional. "São grandes compradores. Podemos vender mais e com preço melhor", declarou Alckmin sobre a Coreia do Sul.
Para cumprir a possibilidade de dobrar o comércio, conforme abordado anteriormente, o vice-presidente mencionou outras áreas que vão amadurecendo, desde a indústria de defesa ao audiovisual, área cultural, alimento, biocombustível, inteligência artificial, setor de máquinas e equipamentos.
Críticas de Milei ao Brasil prejudicam a Argentina, diz Alckmin
Ao ser perguntado sobre as críticas recentes feitas pelo presidente da Argentina Javier Milei ao governo brasileiro, Alckmin ressaltou que o chefe do Executivo argentino faz um desserviço ao próprio país.
"É lamentável que o presidente de um país vizinho, amigo e que compõe o Mercosul preste um desserviço ao seu próprio país. Vir ao Brasil durante uma eleição e se envolver de maneira grosseira é uma intromissão nos assuntos internos brasileiros", afirmou.
Alckmin destacou, ainda, o atual momento do Mercado Comum do Sul (Mercosul), citando os acordos com Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) e a União Europeia, além das negociações com a Coreia do Sul. O vice-presidente também lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial e o principal comprador da Argentina.