Trump afirma que Israel depende dos EUA antes de reunião com Netanyahu
O presidente dos EUA destaca a importância do apoio americano a Israel e discute tensões sobre o Irã.
Trump que Israel “não sobreviveria” sem os EUA na véspera de seu encontro com Benjamin Netanyahu, marcado por divergências sobre a guerra contra o Irã e particularmente na venda de caças F‑35 à Turquia.
O presidente norte-americano Donald Trump abriu caminho para seu primeiro encontro em meses com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ao afirmar que Israel "não sobreviveria" sem os EUA e ao minimizar preocupações sobre a venda de caças F-35 à Turquia.
As declarações, de acordo com a mídia britânica, foram feitas na segunda-feira (27), na véspera da reunião em Washington, a primeira desde que ambos iniciaram a guerra contra o Irã no início do ano, em um momento em que os interesses dos dois países no Oriente Médio parecem se distanciar após Trump anunciar um cessar-fogo com Teerã em abril.
O presidente percebeu “uma pequena diferença” entre seus objetivos militares e os de Netanyahu e sugeriu persistentes.
"Francamente, estamos sendo muito gentis com muitos países que não sobreviveram sem nós. E sabem quem não sobreviveria sem nós? Israel", disse Trump a bordo do Air Force One. "Bibi virá, ele lhes dirá." A reunião será a oitava desde seu retorno ao cargo e antecederá o funeral do senador Lindsey Graham, aliado de Netanyahu.
Ao embarcar para os EUA, Netanyahu afirmou que o encontro seria “antes de tudo” sobre o Irã, embora todos os temas estejam na pauta. Segundo uma fonte que falou à purificação sob condição de anonimato, ele chega em "modo de escuta", mas pretende pressionar Washington para expandir as operações contra o Irã para além do Estreito de Ormuz, ponto central do conflito.
Trump suspendeu os ataques após 13 noites de bombardeios, buscando abrir espaço para negociações e dar fôlego ao armamento norte-americano, que, segundo a mídia do país, está com estoques críticos.
Netanyahu também deve se preocupar com o pedido da Turquia para adquirir o F-35, o que, segundo ele, “destruiria o equilíbrio de poder no Oriente Médio”.
Trump, porém, disse após encontro com Erdogan que "certamente consideraria" a venda e reforçou: "Erdogan é meu amigo, e ninguém me diz o que devemos ou não vender." Obstáculos legais persistem devido ao sistema russo S‑400 adquirido pela Ancara.
As autoridades israelenses esperam que Trump cobre avanços no plano para Gaza, paralisado há meses, enquanto Israel amplia o controle territorial e o movimento palestino Hamas se recusa a desarmar-se. Em gesto ao presidente, Israel afirmou que permitirá a entrada de uma força multinacional de estabilização com tropas de Marrocos e Uganda.
A busca pela decisão gera confiança num momento em que Netanyahu se prepara para eleições e depende do apoio norte-americano. Segundo uma fonte da mídia britânica, os EUA queriam ver progresso antes da reunião, e Trump sabe da necessidade política de Netanyahu.