SAÚDE

Nutricionista dá dicas de cuidados com os alimentos mais suscetíveis à intoxicação alimentar

Raianne Paixao Santana, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera explica que, mesmo sem sinais visíveis, objetos e alimentos contaminantes podem carregar microrganismos invisíveis

Por Assessoria Publicado em 28/07/2026 às 10:31

Quem nunca teve uma intoxicação alimentar? É um problema comum, mas que pode ser evitado a partir de alguns cuidados, sobretudo a partir de práticas de higiene e segurança na cozinha.

O ato de lavar bem as mãos antes de manusear alimentos é essencial para prevenir qualquer tipo de contaminação. Além disso, é importante lavar frutas e vegetais em água corrente para remover sujeiras e possíveis resíduos de pesticidas. Manter os alimentos crus separados dos cozidos também é uma medida importante, pois evita a contaminação cruzada.

Outro ponto é armazenar os alimentos corretamente. Refrigerar alimentos perecíveis rapidamente e não os deixar expostos à temperatura ambiente por longos períodos pode prevenir o crescimento de bactérias.

Além disso, estar atento aos sinais de alimentos estragados, como cheiro, textura e aparência, pode ajudar a identificar produtos que não devem ser consumidos.

De acordo com a nutricionista Raianne Paixao Santana, coordenadora acadêmica da Faculdade Anhanguera, os alimentos mais suscetíveis a contaminações são:

  • Grãos e farináceos (ex: arroz, feijão, farinha) – comum a presença de pedriscos, fragmentos ou insetos;
  • Alimentos industrializados mal embalados – risco de plástico, vidro ou metal de embalagens danificadas;
  • Frutas e verduras – podem conter insetos, terra ou larvas;
  • Pães e queijos – sujeitos ao crescimento de mofo.

“Há também o cuidado com insetos em cima dos alimentos. É preciso destacar que muitos desses bichinhos carregam microrganismos patogênicos e podem transmitir doenças. Conforme mencionado, o mofo é sempre um risco, pois pode produzir micotoxinas, que são tóxicas e até carcinogênicas”, destaca.

Raianne aponta ainda para alguns sinais de risco. Confira:

  • Cheiro ou sabor estranho, rançoso ou azedo;
  • Alterações na textura (pegajoso, viscoso);
  • Presença de líquido turvo, espuma, ou fermentação em alimentos conservados;
  • Insetos vivos ou mortos, especialmente em cereais, farináceos e frutas secas.

“Mesmo sem sinais visíveis, objetos e alimentos contaminantes podem carregar microrganismos invisíveis, então a atenção deve ser redobrada”, reforça.

Por fim, a nutricionista alerta que os alimentos mais suscetíveis à contaminação por microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) são aqueles que possuem alta umidade, pois muitos nutrientes e, em geral, necessitam de refrigeração. Entre eles estão:

  • Carnes cruas (bovina, suína, aves e pescados).
  • Leite e derivados (queijos frescos, leite cru, iogurtes e creme de leite).
  • Ovos e preparações com ovos crus, como maionese caseira, mousses e alguns molhos.
  • Frutos do mar, especialmente ostras, mexilhões e camarões.
  • Frutas e verduras consumidas cruas, quando não são higienizadas corretamente.
  • Alimentos prontos para consumo, como sanduíches, saladas prontas e refeições preparadas que ficam fora da refrigeração.
  • Arroz, massas e feijão cozidos, quando permanecem em temperatura ambiente por várias horas.
  • Embutidos e frios, como presunto, peito de peru e salame, se armazenados de forma inadequada.
  • Doces e sobremesas com creme ou chantilly, que exigem refrigeração.

Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.