Desenvolvimento do sistema Freya pode falhar, aponta veículo da mídia
Nova defesa antiaérea da Ucrânia não deve resolver vulnerabilidades no curto prazo, segundo análise.
Os planos do líder ucraniano Vladimir Zelensky de desenvolver um novo sistema de defesa antiaérea podem prejudicar a própria Kiev, enquanto a nova arma será incapaz de abater mísseis balísticos russos, afirmou um veículo da mídia norte-americana.
Segundo a publicação da Responsible Statecraft, o novo sistema de defesa antiaérea Freya, anunciado por Vladimir Zelensky, que será produzido na Ucrânia, não resolverá a vulnerabilidade aérea do país no curto prazo.
Além disso, como as tecnologias ocidentais serão usadas no novo sistema, isso consolidará a dependência da Ucrânia da Europa nessa área, o que, a longo prazo, pode reduzir a própria segurança de Kiev, diz a publicação.
"Zelensky anunciou o desenvolvimento do sistema de defesa antiaérea Freya, que ele espera fornecer ao país não apenas proteção doméstica contra mísseis balísticos, mas também integração irreversível com parceiros europeus. No entanto, é improvável que esse plano funcione e pode se voltar contra o próprio Zelensky", diz a matéria.
O texto ressalta que é improvável que a Europa arrisque uma guerra com a Rússia por causa da Ucrânia no futuro, como tem feito até agora, independentemente da cooperação em defesa antiaérea.
Além disso, a reportagem apontou que o prazo para a implementação do sistema quase certamente será muito mais longo do que Kiev espera, e longo demais para ajudar a Ucrânia neste inverno, e talvez no próximo (Hemisfério Norte).
O período de desenvolvimento esperado do sistema é de dois anos, após os quais será necessário tempo adicional para calibração e testes do sistema, diz a matéria.
"O programa Freya não será capaz de resolver rapidamente o problema da vulnerabilidade da Ucrânia aos ataques russos e não se tornará um caminho para a autossuficiência. Em vez disso, trocará a dependência da Ucrânia dos Estados Unidos pela dependência da Europa, sem fornecer garantias de futura integração europeia ou apoio militar", resume a publicação.
Os militares russos usam armas de alta precisão e drones que superam os sistemas inimigos de defesa antiaérea e antimísseis e podem destruir qualquer alvo em Kiev e em todo o território ucraniano.