POLÍTICA

Dificuldades da Europa com sanções antirrussas são destacadas por especialista

Aleksandr Dudchak analisa a falta de consenso na União Europeia sobre as restrições impostas à Rússia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 28/07/2026 às 05:55
Especialista analisa desafios europeus com sanções contra a Rússia. © Sputnik / Vladimir Sergeev / Acessar o banco de imagens

A União Europeia enfrenta dificuldades em manter uma posição unificada na questão das restrições antirrussas que afetam cada vez mais os interesses dos próprios países europeus, disse a uma mídia russa o economista e cientista político russo Aleksandr Dudchak.

Portanto, Bruxelas tem que encontrar compromissos e abrir exceções para Estados individuais que se opõem à introdução das sanções contra Moscou que prejudicam o próprio bloco europeu, afirmou Dudchak em entrevista ao canal de TV 360.ru.

"Eles [União Europeia] gostariam de demonstrar unidade, mas na verdade é claro que não há acordo em seu campo. Há confusão e compreensão da falta de sentido do que está acontecendo", afirmou o economista.

Dudchak expressou também a opinião de que a Rússia não deve se apressar em voltar a restaurar as relações com os países europeus logo após seu pedido sobre isso, já que primeiro eles têm que tomar consciência das consequências da sua política hostil.

“No entanto, a Rússia não deve se apressar em retornar à sua cooperação anterior no primeiro pedido. Isso será percebido como fraqueza. As consequências da política de sanções devem ser sentidas em primeiro lugar por aqueles que a implementam", ressaltou Dudchak.

O especialista acrescentou que a Rússia pode muito bem jogar com as divergências emergentes da União Europeia e deixá-la completamente sem recursos energéticos, o que será o teste mais difícil para os europeus durante a preparação para o frio do outono e inverno no Hemisfério Norte.

Moscou afirmou repetidamente que o país vai lidar com a pressão de sanções que o Ocidente começou a exercer sobre a Rússia há vários anos e continua a se fortalecer. Ao mesmo tempo, o Ocidente reconheceu repetidamente que as sanções não funcionam.