PREVIDÊNCIA

Ministro revela pagamento de R$ 3,2 bi a vítimas de fraudes no INSS

Wolney Queiroz destaca medidas de proteção após fraudes e prevê horizonte positivo para a fila do INSS.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/07/2026 às 17:02
Wolney Queiroz Maciel Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou, em entrevista ao Jota, que o governo pagou R$ 3,2 bilhões às vítimas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem deixar "ninguém para trás." A expectativa é que não haja nenhum acréscimo dos valores ressarcidos daqui para a frente, ele disse.

Segundo o ministro, após a fraude, foram incorporados mais mecanismos de proteção e, este mês, o ministério recebeu um reconhecimento de nível máximo de integridade da Controladoria-Geral da União (CGU). "Há poucos ministérios com esse nível", destacou.

"Acredito que vai ter uma discussão central na campanha deste assunto fraude no INSS. A oposição vai tentar usar isso contra o governo, mas acredito que o governo vai entrar muito bem nesse assunto", sustentou. Ele justificou que a fraude não começou no governo Lula, mas foi descoberta e encerrada na gestão petista.

"Todas as medidas foram feitas para que o dinheiro fosse devolvido aos aposentados. E nós hoje temos critérios muito mais cuidadosos. Então, as fraudes não vão acontecer nunca mais naquelas modalidades em que aconteceram", prosseguiu.

Em seguida, ele disse que vai ficar claro nas eleições que a fraude no INSS começou antes do terceiro governo Lula, em 2017, e escalou em 2019, e que o governo permitiu a investigação do caso. Wolney evitou comentar a participação do filho do presidente da República no esquema. "O Lulinha não está entre os indiciados, não sei nem se ele está sendo investigado, mas o presidente fez questão de dizer que todos aqueles que tiverem algum tipo de envolvimento serão investigados", disse.

Zerar fila do INSS

Durante entrevista, Wolney Queiroz disse que o governo vai conseguir zerar a fila do INSS até o fim do ano ou antes disso. Ele citou que já houve uma redução de 79% de fevereiro até agora e que a ideia é manter apenas o fluxo mensal de 1,3 milhão de pedidos com respostas em até 45 dias.

"Nós reduzimos a fila em 79% de fevereiro até agora, acredito que muito tranquilamente zeraremos essa fila até o fim do ano. Pode até ser que isso aconteça antes do fim do ano", afirmou ao Jota.

Ele ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conseguir cumprir sua promessa de campanha de zerar a fila, mas que o desafio seguinte é tratar o fluxo mensal de pedidos dentro do prazo de 45 dias para que não entrem formalmente na fila.

"Zerar essa fila significa você ter todo esse fluxo de pedidos sendo respondidos no prazo de 45 dias... na hora que você conseguir fazer com que todas as respostas sejam dadas pelo INSS nesse prazo nós estaremos então com a fila zerada", completou.

Sobre a possibilidade de permanecer no governo em um eventual novo mandato do presidente Lula, Wolney afirmou que não é possível saber porque, em 2027, terá nova correlação de forças, mas que ele espera ser lembrado como quem assumiu o ministério na crise do INSS.

Sobre a Previdência ser um dos principais litigantes no País, ele disse que a ideia é reduzir essa judicialização nos processos envolvendo a Pasta como uma prioridade para um eventual novo governo.