ECONOMIA

Emissões externas somam US$ 24,8 bilhões no primeiro semestre de 2026

Volumes de emissões destacam-se em relação aos anos anteriores, com a União liderando as operações.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/07/2026 às 15:54
Reprodução / Divulgaçâo

As emissões externas movimentaram US$ 24,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior volume desde 2014, puxado pelas operações do governo brasileiro, de acordo com números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Na primeira metade de 2025, foram levantados US$ 17 bilhões; na de 2024, US$ 14 bilhões.

No primeiro semestre deste ano, a União foi o maior emissor, com US$ 14,6 bilhões, incluindo uma emissão de 5 bilhões em euros feita em abril.

"Estamos vindo de dois anos de recuperação importantes e no primeiro semestre deste ano continuou essa tendência", disse o presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, em coletiva de imprensa.

Maranhão ressalta que o Tesouro tem sido mais ativo nesse mercado. Descontando as captações soberanas, a das empresas mostra queda, somando US$ 7,7 bilhões no primeiro semestre, ante US$ 8,4 bilhões na primeira metade de 2025.

Considerando as instituições financeiras, foram levantados US$ 2,5 bilhões este ano ante US$ 3,6 bilhões no primeiro semestre de 2025. O executivo ressalta que a queda é influenciada por dois fatores, os problemas em dívidas corporativas, que acabaram provocando episódios de estresse no mercado, e um mercado de capitais doméstico mais ativo.