ECONOMIA

Altas nas bolsas europeias com redução de tensões entre EUA e Irã; Lisboa tem queda

A pausa nas hostilidades favoreceu setores consumidores de energia e criou expectativa em relação a balanços corporativos.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/07/2026 às 12:57
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, 27, com exceção de Lisboa, impulsionadas pelo avanço do apetite por risco após uma pausa nas hostilidades entre os EUA e o Irã, que derrubou os preços do petróleo e causou prejuízos com a oferta global da commodity. O movimento favoreceu setores sensíveis aos custos de energia, enquanto os investidores também se posicionaram para uma semana conjunta de balanços corporativos e decisões de política monetária nos EUA e no Reino Unido.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.781,75 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,30%, a 25.424,41 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,40%, a 8.406,06 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,49%, a 52.054,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,04%, a 19.789,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,01%, para 9.122,03 pontos. As cotações são preliminares.

Na agenda, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 85,7 para 86,6 pontos em julho, acima da expectativa de 85,3. O foco do mercado, porém, permanece ocasional para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco da Inglaterra (BoE) nesta semana. Para o Goldman Sachs , o Fed deverá manter os juros inalterados, enquanto o LBBW destacou que os investidores acompanharão o número de votos dissidentes na decisão.

Entre os destaques corporativos, companhias aéreas se destacam com a forte queda do petróleo. A Air France-KLM avançou cerca de 2%, enquanto a Lufthansa ganhou perto de 1,9%. Em Frankfurt, a SAP também ajudou a sustentar o DAX com alta superior a 7,4%. Na ponta negativa, as petroleiras foram pressionadas pela desvalorização da commodity: BP (-2,3%), Shell (-0,9%) e TotalEnergies (-1,7%) recuaram. Em Lisboa, a Galp (-3%) esteve entre os principais pesos do índice, mesmo após elevar a sua projeção para 2026.

Na Holanda, a ASML reverteu os ganhos e fechou em queda firme de 8,8% após as informações indicarem que uma empresa chinesa prepara a produção doméstica de máquinas de litografia DUV, elevando os temores sobre a perda de participação no mercado chinês, um dos principais destinos das vendas da companhia. O setor tech foi negativo e apagou a alta do início, registrando recuo de 1,7%.

*Com informações da Dow Jones Newswires