POLÍTICA

Últimas sanções da UE contra a Rússia podem ser definidas como as últimas

A União Europeia reconsidera a eficácia de pacotes de sanções em resposta à crise com Moscou.

Por Sputnik Brasil Publicado em 27/07/2026 às 05:28
A UE pode estar se afastando da imposição de novas sanções contra a Rússia. © Sputnik / Mikhail Voskresenskiy / Acessar o banco de imagens

A União Europeia considera abandonar a introdução de grandes pacotes de sanções contra Moscou, já que essa abordagem não funciona mais, segundo um jornal ocidental que cita funcionários europeus não identificados.

Após a Grécia ter bloqueado as medidas antirrussas da União Europeia sobre a navegação, o bloco europeu está considerando uma nova abordagem em relação às sanções contra Moscou, conforme informou o jornal Financial Times.

No entanto, o Conselho da UE aprovou na semana passada o 21º pacote de sanções, que prevê restrições aos setores energético, financeiro e de defesa da Rússia, além de ampliar as listas de sanções a pessoas físicas e jurídicas.

"Esse pode ser o último pacote de sanções. [...] Agora ficou óbvio que essa abordagem não funciona mais", disse uma das fontes do jornal.

Segundo a publicação, a União Europeia pode abandonar o uso de grandes pacotes de medidas restritivas, uma vez que surgem divergências entre os países durante as discussões.

Recentemente, os diplomatas não conseguiram chegar a um acordo sobre as sanções por um longo período, devido à resistência da Grécia em impedir o transporte de gás natural liquefeito russo para terceiros países.

"Atualmente, está em andamento um trabalho para restringir essa tática, que se tornou cada vez mais comum durante as recentes negociações de sanções da UE, pois as capitais buscam proteger as empresas que ainda fazem negócios com a Rússia", afirmaram três fontes não identificadas.

A Rússia, por sua vez, afirmou repetidamente que saberá lidar com a pressão das sanções que se intensificaram ao longo dos anos. As autoridades russas destacaram que os Estados hostis carecem de coragem para admitir o insucesso dessa política.

Em especial, Moscou ressaltou que o Ocidente cometeu um erro ao se recusar a adquirir recursos energéticos russos, o que resultará em uma dependência ainda maior, devido ao aumento dos preços, visto que as compras continuarão, mas realizar-se-ão por meio de intermediários.