Lula e Xi Jinping discutem relações estratégicas em ligação telefônica
Presidentes abordaram parcerias em tecnologia e comércio durante conversa de mais de uma hora.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone por mais de uma hora neste domingo (26), segundo o Palácio do Planalto. As parcerias em áreas estratégicas como inteligência artificial e minerais críticos foram prioridades da conversa.
"Os líderes trataram da implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países. Ambos reiteraram o propósito compartilhado de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes", diz a nota do governo federal brasileiro.
O governo informou ainda que os mandatários concordaram que as tratativas para um acordo MERCOSUL-China devem ser aceleradas.
O comércio bilateral, as jornadas culturais e o acordo para isenção de vistos de curta duração, em janeiro, foram pontos celebrados pelos dois presidentes como iniciativas positivas para ambas as nações.
A nota diz ainda que Lula e Xi lamentaram a proliferação dos conflitos ao redor do mundo e seus impactos sobre a segurança alimentar e energética global, além das graves perdas humanas e materiais.
A crise no Oriente Médio também foi tema da conversa, e ambos lamentaram as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb e "expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza".
Sobre o fim do conflito na Ucrânia, ambos concordaram que o Grupo de Amigos da Paz pode desempenhar papel relevante na retomada das negociações, afirma a nota do Planalto.
"Os dois líderes criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente a essas crises e observaram que o próximo ou a próxima Secretária-Geral da ONU enfrentará um cenário internacional particularmente desafiador."
A relevância do multilateralismo foi ressaltada na conversa telefônica, bem como a manutenção do que chamaram de "estreita coordenação sobre esses e outros temas da agenda internacional no mais alto nível na ONU, nos BRICS e outros fóruns."