TARIFAS

Trump volta a ameaçar tarifas ao México e Canadá em meio a surtos de diarreia e fumaça de incêndios

O presidente dos EUA alega que o México e o Canadá podem sofrer novos impostos devido a problemas sanitários e ambientais.

Por Sputnik Brasil Publicado em 24/07/2026 às 20:17
Trump ameaça tarifas sobre México e Canadá por surtos de ciclosporíase e fumaça de incêndios. © AP Photo / Ryan Murphy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (25) impor novas tarifas ao México e ao Canadá. Segundo ele, o México poderá ser alvo de sobretaxas devido ao aumento de casos de ciclosporíase nos EUA, enquanto o Canadá poderá enfrentar novas medidas comerciais por causa da fumaça provocada pelos incêndios florestais.

"Vamos impor uma grande tarifa ao México por causa da alface e uma grande tarifa ao Canadá por causa da fumaça", declarou Trump a jornalistas na Casa Branca.

Anteriormente, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informaram que os casos de ciclosporíase registrados no país estão associados ao consumo de alface iceberg picada importada do México.

Trump também afirmou que já entrou em contato com as autoridades canadenses para cobrar medidas que reduzam os impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre o território norte-americano.

No último dia 20, o presidente assinou decretos impondo tarifas de 50% sobre quase 300 categorias de produtos canadenses a partir de 19 de agosto, acusando Ottawa de adotar restrições discriminatórias contra mercadorias dos EUA. As medidas abrangem eletrônicos, bebidas alcoólicas, laticínios, materiais de construção, produtos têxteis e equipamentos de hóquei.

Na mesma data, Trump escreveu na rede Truth Social que os grandes incêndios florestais no Canadá, cuja fumaça encobriu diversos estados e importantes cidades norte-americanas, também poderiam justificar a adoção de tarifas comerciais adicionais contra o país.

A declaração ocorre um dia após o líder estadunidense anunciar tarifas de 12,5% sobre a importação de produtos de 60 países, inclusive o Brasil, o mais atingido globalmente pela nova política. A justificativa é a falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos.

O índice vai substituir a taxa global de 10% anunciada pela Casa Branca em fevereiro, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou as "tarifas recíprocas" impostas pelo governo estadunidense a outros países no ano passado.