Banco da Rússia reduz taxa de juros para 14% e sinaliza cortes futuros
A medida foi anunciada em meio a expectativas de inflação e crescimento moderado da economia russa.
O Banco da Rússia impediu nesta sexta-feira (24) sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, de 14,25% para 14,00% ao ano, e indicou que pretende manter um ritmo gradual de afrouxamento de moedas, diante de uma política fiscal mais expansionista do que a previsão anterior e dos efeitos da redução temporária da capacidade produtiva em alguns setores.
Segundo a autoridade monetária, a economia russa cresceu em ritmo moderado no segundo trimestre, enquanto a aceleração dos preços e das expectativas de inflação foi impulsionada, em grande parte, por fatores temporários. O BC afirmou que o crescimento do crédito desacelerou em junho e que as empresas reduziram significativamente suas expectativas para demanda e produção futuras. Ainda assim, avaliou que, em razão dos efeitos diretos e indiretos da redução de transferência de capacidade produtiva em alguns setores e de uma política orçamentária mais estimulativa do que a projetada em abril, "é necessário um corte mais gradual da taxa básica".
O banco central afirmou que “as decisões futuras sobre a taxa básica dependerão da dinâmica da inflação e das expectativas inflacionárias, bem como da avaliação dos riscos provenientes das condições internas e externas”. O cenário-base prevê taxas médias entre 14,5% e 14,6% em 2026 e entre 10,5% e 12,5% em 2027. A instituição também elevou sua projeção para a inflação deste ano para 6% a 7%, citando o aumento expressivo dos preços dos combustíveis, mas reiterou que a inflação deverá retornar à meta em 2027.
O BC russo ainda traz sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 para um intervalo entre 0% e 1%, mantendo inalteradas as projeções para 2027 e 2028.
A próxima decisão de política monetária está marcada para 11 de setembro.