ECONOMIA

Brasil é classificado com alíquota de 12,5% por falta de combate ao trabalho forçado

Estados Unidos impõem tarifas a países que não proíbem importação de produtos feitos com trabalho escravo.

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/07/2026 às 18:50
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil está no grupo dos países que terão alíquota de 12,5%, após os Estados Unidos concluírem investigações relacionadas à falha de diversas economias em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou há pouco a imposição de uma tarifa de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais, sujeita a certas isenções de produtos.

A tarifa será de 10% para as economias investigadas que impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado; se comprometeram a impor e fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco ou impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado.

Essas economias são: Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido, diz o comunicado.

A tarifa será de 10% ou 12,5%, líquido da taxa da Nação Mais Favorecida (NMF), para certos produtos da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia e Suíça que não estejam isentos de outra forma, cita o comunicado divulgado nesta quinta-feira.

"12,5% é a taxa apropriada da Seção 301 para todas as outras economias investigadas", diz o comunicado.