Presença de terras raras na Amazônia Legal é baixa, aponta ANM
Relatório da Agência Nacional de Mineração revela que a região ainda foca em minerais tradicionais.
Em meio à crescente demanda mundial por estratégias minerais ligadas à transição energética e à digitalização, a mineração de terras raras ainda ocupa menos espaço na Amazônia Legal, segundo o relatório Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos - Diagnóstico Setorial , da Agência Nacional de Mineração (ANM).
A região concentra 38,7 mil processos minerários relacionados a minerais críticos e estratégicos, cerca de 48,2% do total do Brasil. No entanto, o levantamento indica que a dinâmica regional segue fortemente ancorada em minerais considerados tradicionais, como o ouro.
O ouro lidera com 25,9 mil processos, equivalente a 67% do total, seguido pelo estanho, com 3,8 mil processos (10%) e pelo cobre, com 2,8 mil pedidos (7,3%). Já as terras raras aparecem diluídas em um grupo de substâncias genéricas, que juntas ocupam menos de 1% da distribuição de processos.
Uma pesquisa da ANM também mostra que a maior parte das iniciativas está em estágio inicial. Somadas, as fases de Requerimento de Lavra Garimpeira (35,4%), Autorização de Pesquisa (27,9%) e Requerimento de Pesquisa (16,3%) representam quase 80% dos processos na Amazônia Legal, revelando que a região ainda se encontra em momentos de prospecção e estruturação de projetos, em especial para minerais de maior complexidade tecnológica, como as raras terras.
Em 2024, os gastos declarados em pesquisa mineral na Amazônia Legal para estratégias minerais foram liderados pelo ouro (65,8%) e pelo cobre (19,1%). No mesmo ano, as terras raras receberam cerca de R$ 1,2 milhão, uma parcela pequena do total investido na região.
A ANM afirma que a região é central para o debate da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, justamente por reunir potencial mineral e relativa baixa exploração.