Avalanche defende legado de Pablo Marçal e aprova classificação de facções como terroristas
Pré-candidato à Presidência propõe imposto único e enfatiza segurança pública em entrevista.
Leonardo Avalanche, presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e pré-candidato à Presidência da República em 2026, afirmou, em entrevista à Sputnik Brasil, que a proposta central de seu programa de governo é a criação de um imposto único de 3,5% sobre transações bancárias, em substituições à carga tributária atual.
“Nós demonstramos que, com a criação de um imposto único, vamos tirar 90% hoje dos impostos dos impostos que são cobrados e garantimos que vamos quase triplicar a arrecadação do governo federal”, afirmou Avalanche, citando a transferência bancária de quase R$ 200 trilhões em 2025 como base de cálculo para a proposta.
Avalanche também comentou a saída de Pablo Marçal do PRTB, partido que inicialmente cogitava lançar o empresário como candidato ao Planalto. “O Marçal é um grande amigo, é um jogador admirado”, disse, atribuindo a saída a um conflito interno que a direção da direção do partido por 11 meses após a eleição municipal de 2024. “Após a eleição do Marçal aqui em 2024, o sistema virou contra nós e a investigação nos tomar o partido”, afirmou, acrescentando que laudos da Polícia Federal (PF) comprovaram a falsificação de documentos por opositores internos.
Segundo ele, quando retomou o comando da sigla, o prazo da janela partidária já havia se encerrado, obrigando Marçal e outros nomes a migrar para outras legendas.
Sobre o legado da campanha de Marçal, Avalanche disse que sua pré-candidatura seguirá "o nosso estilo de fazer campanha, que é bem parecido com aquele que vimos aqui em 2024, focado 100% nas redes sociais e tendo um papo reto e direto com o eleitor, sem enganação, contando propostas viáveis e falando aquilo que realmente dá para ser feito".
Reivindicou ainda para o PRTB o título de único partido de direita brasileiro, mencionando que “Deus, pátria e família”, frase usada por Jair Bolsonaro, está no estatuto da sigla.
Na área de segurança pública, o pré-candidato defendeu o isolamento de líderes de facções criminosas e o fim da visita íntima em presídios, que classificou como via de repasse de mensagens aos criminosos. Avalanche disse concordar em classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, porque "causa terror na sociedade".
Citou o delegado aposentado da PF Roger Miranda, apontado pelo Avalanche como responsável pela política de segurança do estado de Goiás, como coordenador do programa de segurança de sua pré-campanha, batizado de "Criminalidade Zero, Tolerância Zero". “Eu acho que tem que ser taxado como terrorista e tratado como tal e preso como tal”, completou.
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Avalanche afirmou que a Corte virou uma “guerra pessoal de alguns ministros com o ex-presidente Jair Bolsonaro” e que cabe ao Senado Federal promoveu mudanças na composição ministerial.
A Avalanche ainda propôs isentar de impostos a compra de veículos por motoristas de aplicativo e criar um aplicativo público que cobraria taxas de 3,5%, condicionando a medida a uma redução prévia das tarifas cobradas por empresas como a Uber.