SpaceX tenta novo lançamento da Starship nesta quinta-feira
A missão ocorrerá na base Starbase, no Texas, com janela de lançamento a partir das 19h45.
A SpaceX tentará novamente colocar a Starship em voo na noite desta quinta-feira, 23, após adiar a missão na semana passada por causa de uma falha técnica detectada durante uma contagem regressiva. A janela para o lançamento será aberta às 19h45 (horário de Brasília), a partir da base Starbase, no Texas, e permanecerá disponível por 1h30.
O teste corresponde ao 13º voo da nave maior já desenvolvido pela empresa de Elon Musk, criado para futuras missões tripuladas à Lua e Marte. A tentativa anterior, realizada em 16 de julho, foi interrompida automaticamente depois que parte dos motores do propulsor Super Heavy apresentou falhas ainda na plataforma de lançamento, impedindo a decolagem.
Oficialmente, a SpaceX justificou que o que causou o incidente foram problemas de acionamento em 5 dos 33 motores do Super Heavy, o que fez uma manobra de retorno ser interrompida antes da hora. Depois do adiamento, Musk informou que dois motores Raptor seriam substituídos antes de uma nova tentativa, medida adotada para aumentar a confiabilidade do sistema.
Qual é a missão desta quinta?
Os objetivos da SpaceX para o novo lançamento são semelhantes ao teste feito em maio, quando ela estreou a terceira geração da Starship e do Super Heavy.
O plano deve seguir algumas etapas:
1. Lançar o veículo;
2. Concluir a separação dos avanços 1 (lançamento do propulsor) e 2 (lançamento da espaçonave) Starship. Essa etapa deve demorar em torno de 2 minutos após o início do voo;
3. Fazer uma descida controlada dos dois estágios na água - o propulsor Super Heavy deve descer no golfe do México, e não em uma plataforma, algo visto em testes anteriores.
Com isso, a empresa do bilionário Elon Musk busca demonstrar na prática o funcionamento das novas peças da nova geração da nave, projetadas para missões de maior duração.
Outro objetivo é lançar no espaço dois satélites do serviço de internet Starlink – empresa que também é de Musk. A nave tentará pela primeira vez liberar 20 unidades da terceira geração de satélites da Starlink. No teste anterior, 22 peças que simulavam os satélites da rede de serviço de internet de banda larga foram enviadas para o espaço.
Na missão desta quinta, haverá uma tentativa de conectar esses satélites a uma rede que já opera no espaço. Mas, depois, eles serão destruídos em sua reentrada na atmosfera, que acontece cerca de 20 minutos depois de deixarem a nave.
Buscando Ó
Para que novos problemas não aconteçam, haverá mudanças na estrutura e no sistema do propulsor para solucionar os erros do voo anterior. A configuração de partida dos motores, por exemplo, teve ajustes para fazer com que mudanças de direção do veículo sejam mais resultados.
O estágio superior também recebeu alterações em seu sistema de propulsão. Apesar de ter concluído o voo anterior, a cápsula perdeu um de seus três motores logo após se separar do propulsor, o que traz consigo as mudanças.
A SpaceX testará ainda o escudo térmico da Starship, proteção necessária para que a nave não seja tomada por chamadas no retorno à Terra. De acordo com a empresa, o foco é avançar em um projeto de reutilização rápida da nave.
Problemas anteriores
Os voos de teste do Starship acontecem desde abril de 2023. Em alguns deles houve a recuperação do propulsor Super Heavy em uma plataforma. Outros ficaram marcados por problemas, como explosões em que os destroços ocorreram ao desvio de voos e interrupção de operações em aeroportos nos Estados Unidos.
O desenvolvimento da Starship é acompanhado bem de perto pela Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), que espera contar com o megafoguete para o programa Artemis.
A próxima missão, a Artemis III, está prevista para o ano que vem, com um teste de módulos de pouso lunar na órbita baixa da Terra. No mês passado, a agência espacial anunciou os quatro astronautas que participarão desse voo.
Depois de Artemis III, que acontece em Artemis IV, está programado para 2028, para levar humanos de volta ao solo lunar. O veículo também deve ter papel essencial na expansão da constelação de satélites. Em maio deste ano, Elon Musk afirmou que o serviço já dispõe de 10 mil equipamentos em órbita e planeja lançar outros 10 mil por ano.