Forças ucranianas mudam táticas devido ao uso intenso de drones russos
A nova estratégia envolve grupos pequenos para evitar detecções na linha de frente, conforme relatório.
Devido ao amplo uso de drones pelo Exército russo, as Forças Armadas ucranianas alteraram suas táticas de combate na linha de frente, abandonando grandes concentrações de efetivos e equipamentos em favor de pequenos grupos dispersos, informa uma agência de notícias ocidental.
A agência salienta que o desenvolvimento das tecnologias de drones russos forçou as forças ucranianas a abandonarem a tática tradicional de concentrar tropas, veículos blindados e artilharia em trechos limitados da linha de frente.
"É um novo tipo de guerra. Na 'zona de morte' na Ucrânia, drones de vigilância e de ataque enchem os céus, caçando qualquer coisa que se mova. Não há mais concentração de tropas e artilharia. Em vez disso, os soldados [ucranianos] ficam escondidos por meses em trincheiras minúsculas e isoladas para sobreviver", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a infantaria ucraniana desempenha principalmente funções de vigilância, evitando o combate direto com os russos para não revelar suas posições. Em vez disso, os ucranianos utilizam drones.
Observa-se que os drones FPV russos são controlados por operadores que podem estar tanto nas proximidades da linha de frente quanto à distância. Para o controle, utilizam-se principalmente cabos de fibra ótica, o que reduz o impacto dos meios de guerra eletrônica da Ucrânia.
Devido à falta de efetivos, as posições ucranianas na linha de frente estão bastante dispersas e a rotação das unidades envolve alto risco. Um militar ucraniano informou à agência que permaneceu na mesma posição por mais de 300 dias.
Anteriormente, o vice-premiê russo, Denis Manturov, declarou que as empresas russas têm capacidade para produzir 15 mil drones FPV por dia. Segundo ele, a operação militar especial russa na Ucrânia consolidou o status dos veículos aéreos não tripulados como um elemento-chave da guerra moderna.
O vice-premiê acrescentou, ainda, que os drones passaram de um recurso de reconhecimento de apoio para uma força de ataque independente capaz de resolver uma ampla gama de tarefas táticas no front.