ECONOMIA

Estudo projeta R$ 8,8 bilhões gerados pela Copa do Mundo Feminina no Brasil

Impacto econômico da competição inclui criação de 73,7 mil empregos e arrecadação de R$ 928 milhões.

Por Sputnik Brasil Publicado em 22/07/2026 às 23:35
Copa do Mundo Feminina de 2027 promete impacto econômico significativo no Brasil. © AP Photo / Felipe Dana

A Copa do Mundo Feminina de 2027 vai movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia do Brasil, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O levantamento foi encomendado pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) para mensurar impactos econômicos referentes ao período de preparação e execução do torneio no país.

O evento deve incrementar R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a 0,03% do total da economia nacional (base 2025).

Os dados preveem ainda criação de 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos, a distribuição de R$ 4,5 bilhões em rendimentos (salários e lucros) e arrecadação tributária estimada em R$ 928 milhões para os cofres públicos.

De acordo com a Embratur, em 2025, os dez maiores eventos esportivos realizados no país movimentou R$ 4,56 bilhões, e apenas a Copa feminina movimentará praticamente o dobro do valor gerado por todo o calendário de elite recorrente nacional.

A pesquisa estima ainda que o valor do impacto do público será de R$ 4,7 bilhões, com base na expectativa de fluxo de 2 milhões de pessoas durante o mês da competição. Conforme os dados, este volume é capaz de sustentar 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e recolher R$ 516 milhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Desse total, 43% (US$ 344 milhões) destinam-se ao pagamento de premiações internacionais e não entram na conta nacional. O montante restante, ao ser convertido, representa uma injeção direta de R$ 2,3 bilhões no mercado local para o custeio de logística, transmissão, segurança e saúde, sustentando cerca de 28 mil vagas de trabalho.

De acordo com a Embratur, cerca de 48,61% dos turistas internacionais que ingressam no Brasil são do gênero feminino. O recorte demográfico apresenta permanência média de 11 dias e ticket médio de US$ 1.317 por viagem.

A distribuição das despesas está categorizada em Sol e Praia (67,70%), comércio e compras pessoais (52,10%), serviços de gastronomia (35,60%) e atividades culturais (34,90%).