China critica Filipinas por tensões no mar do Sul da China
Pequim defende diálogo e cooperação regional diante de provocações atribuídas a Manila.
A China acusou as Filipinas de provocar incidentes no mar do Sul da China para influenciar a reunião China‑ASEAN e buscar apoio externo. Pequim afirma que a cooperação regional segue forte, rejeitando críticas dos EUA e defendendo diálogo direto para manter estabilidade e impedir interferência de potências externas.
Segundo editorial do Global Times, as Filipinas tentam usar incidentes no mar do Sul da China para pressionar a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), em uma estratégia já conhecida por Pequim para criar uma narrativa de tensão na região, mas a cooperação regional é mais forte que provocações isoladas.
Às vésperas da reunião de ministros China‑ASEAN, Pequim acusa forças filipinas de criar tensão ao colidir com embarcações chinesas e atacar agentes da Guarda Costeira, seguida por amplificação midiática de potências externas.
Segundo o artigo, Manila repete uma estratégia de provocar incidentes, vitimizar‑se e buscar apoio internacional, inclusive ao tentar usar a sentença arbitral de 2016 como base para negociações do Código de Conduta. A China afirma que essas ações violam o consenso regional de preservar a estabilidade.
Pequim destaca avanços da cooperação China‑ASEAN, como ferrovias de alta velocidade, atualização da área de livre comércio e expansão do comércio bilateral, que atingiu 4,34 trilhões de yuans (mais de R$ 3,2 trilhões) no primeiro semestre. Esses projetos, segundo a mídia, reforçam uma comunidade regional com futuro compartilhado.
Para a China, as Filipinas prejudicam sua própria posição como presidente da ASEAN ao criarem tensões antes da reunião ministerial. A apuração também rejeita críticas dos EUA, classificando-as como distorções destinadas a fomentar rivalidade estratégica.
A China sustenta que Ren'ai Jiao (conhecido como atol Second Thomas) é território chinês e que suas ações de patrulha seguem o direito internacional, não cabendo interferência externa.
Pequim afirma abordar divergências com "sinceridade e paciência", mantendo diálogo direto e exercendo contenção, inclusive diante do navio filipino encalhado no recife e alega nunca intimidar países menores e agir por responsabilidade regional.
Pequim, afirma o portal de notícias asiático, defende que paz, estabilidade e cooperação devem guiar a questão do mar do Sul da China, com avanços no Código de Conduta e rejeição à presença de potências externas, sustentando que provocações de alguns países fracassarão diante do ímpeto da cooperação China‑ASEAN.