POLÍTICA

Rubio critica cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz e destaca cooperação com a China

O secretário de Estado dos EUA afirma que China não apoia taxas na rota de petróleo e alerta sobre armas nucleares no Irã.

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/07/2026 às 08:56
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio © AP Photo / Mark Schiefelbein

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (22) que a China deixou claro que não apoia a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, em meio às tensões envolvidas no Irã e aos temores de intermediários no tráfego marítimo pela principal rota global de petróleo. Segundo ele, Pequim também tem sido "cooperativa em alguns casos" na questão iraniana, embora tenha se recusado a detalhar de que forma envolveu essa colaboração, quando questionado.

Durante coletiva de imprensa após reunião de chanceleres da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Manila (Filipinas), Rubio reiterou que um Irã com armas nucleares é "intolerável" e afirmou que os EUA continuarão a atacar locais ligados a operações contra embarques, além de buscar reduzir a capacidade iraniana de atingir o transporte marítimo "sempre que possível" . Ele acrescentou que Washington tem conversado com países específicos em proteção de navios que transitam pela região.

Mais cedo, antes de participar da reunião da Asean, Rubio alertou que permitir que um país controle uma hidrovia internacional e cobre pedágios criaria "um precedente muito perigoso" , que poderia se repetir em outras regiões do mundo. O presidente americano, Donald Trump, contudo, chegou a anunciar uma cobrança de taxas pela passagem em Ormuz, mas voltou atrás.

Em relação à China, Rubio disse que discutiu com o chanceler chinês, Wang Yi, a visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro. Segundo ele, apesar de persistirem divergências, a relação entre Washington e Pequim é “essencial” , e ambos identificaram áreas potenciais de cooperação. O secretário acrescentou que não tratou de interferência eleitoral nas conversas com Wang – tema principal do último discurso em “horário nobre” de Trump.

Ucrânia

Rubio também afirmou que discutirá a guerra na Ucrânia com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e sustentou que os Estados Unidos são “o único país” capaz de pôr fim ao conflito. Além disso, defendeu que qualquer regime de controle de armas nucleares exige a participação conjunta dos EUA, Rússia e China.