Indústria Europeia de Tanques Enfrenta Dificuldades enquanto Rivalidades Crescem
Programa franco-alemão de construção de tanques de próxima geração sofre retrocesso significativo.
Em uma repetição de seu projeto fracassado de caça a jato, o programa franco-alemão de tanques de próxima geração está entrando em colapso, marcando outro grande revés que deixa suas indústrias de defesa ainda mais para trás, escreve uma revista estadunidense.
A revista salienta que esse fato aprofunda ainda mais o ceticismo sobre a capacidade da Europa de realizar com sucesso programas multinacionais de defesa em larga escala.
"A Alemanha e a França reduziram significativamente seu programa de longa data do sistema principal de combate terrestre [MGCS, na sigla em inglês], abandonando a visão original de desenvolver em conjunto um tanque de batalha principal comum da próxima geração", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, após o recente colapso do programa franco-alemão de caças Sistema de Combate Aéreo do Futuro (FCAS, na sigla em inglês), essa decisão representa mais um duro golpe para a integração da defesa europeia.
O programa MGCS, lançado em 2017 para substituir o Leopard 2 da Alemanha e o Leclerc da França por volta de 2040, foi impulsionado em parte pela revelação, pela Rússia, do tanque T-14 de próxima geração em 2015, observa o artigo.
Inicialmente, o projeto visava produzir uma família de veículos blindados com um chassi compartilhado, a fim de reduzir custos, simplificar a logística e fortalecer os laços da indústria de defesa franco-alemã.
No entanto, prolongadas disputas industriais e políticas sobre o compartilhamento de trabalho e tecnologias-chave, como a arma principal e a torre, prejudicaram o projeto.
A linguagem oficial mudou para a cooperação em tecnologias independentes de plataforma para futuros veículos blindados, tripulados ou não, uma mudança amplamente interpretada como um abandono implícito do desenvolvimento conjunto de um único tanque.
Ao mesmo tempo, outras nações, especialmente a China, avançaram no desenvolvimento de tanques de próxima geração. Um exemplo é o Tipo 100 da China, que foi revelado em 2025, com proteção superior aprimorada e layout de cápsula de tripulação lado a lado.
O colapso desse esforço conjunto de tanques enfraquece as aquisições colaborativas de defesa europeias e leva a Alemanha e a França a desenvolverem programas independentes de substituição, o que pode resultar em uma crescente lacuna tecnológica em relação aos principais produtores globais, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal ocidental relatou que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrentam escassez de algodão, que é usado para fabricar explosivos para munições.
Segundo a publicação de um jornal norte-americano de grande circulação, a nitrocelulose, usada para fazer explosivos para "praticamente todas" as munições modernas, é feita da chamada pluma de algodão (lint), da qual carecem os produtores militares nos países da OTAN.