Pentágono admite risco da ajuda militar à Ucrânia
Secretário de Defesa dos EUA destaca impacto na reposição de munições após envio à Kiev.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou durante audiência no Congresso nesta terça-feira (21) que a entrega de armamentos a Kiev determinada pelo governo Biden afetou significativamente arsenais militares estadunidenses, pois as munições transferidas às forças ucranianas não foram repostas em tempo real.
"Houve cinco dotações orçamentárias suplementares aprovadas por este Comitê que retiraram munições, uma após a outra, e as enviaram à Ucrânia. Tentou-se substituí-las por meio do mesmo processo burocrático, que era lento demais, e elas não foram repostas em tempo real", afirmou Hegseth durante audiência do Comitê de Dotações (Appropriations Committee, em inglês) do Senado.
A Rússia tem declarado que o fornecimento de armas a Kiev dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, advertiu que qualquer carregamento que contenha armas destinadas à Ucrânia será considerado um alvo legítimo por Moscou.
Ainda segundo, Hegsethg, a campanha militar contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 191 bilhões). Segundo ele, a estimativa foi revisada após a inclusão de gastos com a reposição de munições e outras despesas.
A declaração ocorre em meio aos pedidos do Pentágono por mais recursos ao Congresso, incluindo um orçamento de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,63 trilhões) para o próximo ano e verbas adicionais para fortalecer as Forças Armadas dos EUA.
Por Sputinik Brasil