Reino Unido permite uso de bases militares para ataques dos EUA ao Irã
Decisão foi mantida pelo novo primeiro-ministro, Andy Burnham, após discussões no gabinete.
O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, autorizou os Estados Unidos a continuarem utilizando bases militares britânicas para realizar o que Londres classifica como ataques "defensivos" contra o Irã, informou nesta terça-feira (21) a agência Bloomberg, citando fontes.
A decisão havia sido tomada ainda na última sexta (17) pelo então primeiro-ministro Keir Starmer, que convocou uma reunião do gabinete para discutir o uso das bases britânicas pelos EUA após a retomada do conflito no Oriente Médio.
De acordo com as fontes da publicação, Burnham, que assumiu o cargo nesta semana, foi informado sobre a deliberação do governo e decidiu mantê-la. Desde o início do conflito com o Irã, bombardeiros norte-americanos utilizam a base britânica no arquipélago de Chagos e a base aérea de Fairford, na Inglaterra.
Mais cedo, o The Wall Street Journal revelou que os Estados Unidos não conseguem proteger seus 50 mil militares estacionados no Oriente Médio de ataques do Irã, cujo arsenal de mísseis e drones ainda é significativo.
O jornal lembrou o ataque do Irã à base norte-americana Muwaffaq Salti, na Jordânia, que resultou na morte de dois militares. Autoridades norte-americanas afirmaram que o ataque à base foi um dos três realizados com mísseis em 24 horas na semana passada.
A publicação observou, citando autoridades norte-americanas, que durante o ataque iraniano à base Muwaffaq Salti, na Jordânia, os projéteis atingiram alojamentos. O jornal informa que na base militar foi encontrado o corpo de outra pessoa morta, cuja identidade ainda não foi estabelecida.
Em 8 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo firmado com o Irã na noite de 18 de junho havia deixado de vigorar. Desde então, as forças norte-americanas realizaram diversas ofensivas contra alvos iranianos.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou que as operações foram uma resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz.
Em resposta, Teerã lançou ataques contra bases militares norte-americanas em diversos países do Oriente Médio e acusou Washington de violar o memorando que estabelecia a suspensão das hostilidades.