ECONOMIA

Abimaq solicita que governo evite lei de reciprocidade após tarifas dos EUA

José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, destaca a importância do diálogo e propõe alternativas ao governo.

Por Estadao Conteudo Publicado em 21/07/2026 às 18:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a entidade requisitou ao governo brasileiro que não adote a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

"Eu acredito que o governo não fará retaliação, não haverá lei de reciprocidade, o que nós apoiamos. Nós somos contra a utilização", disse Velloso a jornalistas após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

O representante da Abimaq destacou que o tarifaço tem um caráter político por parte dos americanos e enfatizou a necessidade de se permanecer na mesa de negociações. "A reciprocidade ou qualquer retaliação só tiraria o Brasil da mesa de negociação. E eu acredito que o governo não vai adotar essa ferramenta", avaliou.

Velloso também sugeriu que o governo trabalhe em duas frentes: na competitividade, aumentando as exportações e conquistando novos mercados, e no crédito, através do Plano Brasil Soberano.

Ele defendeu um regime especial de diferimento de impostos federais, semelhante ao que foi feito anteriormente durante a pandemia de covid-19 e em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul. "Não seria um perdão, mas uma postergação do recolhimento de impostos federais como Imposto de Renda, contribuição social, PIS/Cofins, previdência, entre outros", argumentou.

Sobre o Brasil Soberano, Velloso considerou que o plano é bem estruturado, mas precisa de aprimoramentos em critérios de elegibilidade e no leque de beneficiários, incluindo mais setores. Ele ainda defendeu a redução da taxa de juros e a isenção do IOF nas operações de crédito do plano.

Por fim, criticou a exigência de emprego para as empresas que aderem ao plano, ressaltando que "a questão da garantia de emprego é um risco muito grande para as empresas".

Nesta terça-feira, 21, representantes do governo se reuniram com diversas entidades do setor privado para discutir soluções em resposta à nova tarifa anunciada na semana passada pelos Estados Unidos.