TECNOLOGIA

Vice-presidente da Comissão Europeia alerta sobre dependência tecnológica da UE dos EUA

Henna Virkkunen pede aceleração no desenvolvimento de IA europeia para garantir soberania tecnológica.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/07/2026 às 09:52
Henna Virkkunen alerta sobre a necessidade de soberania tecnológica na União Europeia. © AP Photo / Ted Shaffrey

A União Europeia precisa acelerar o desenvolvimento de seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) para reduzir a dependência tecnológica dos Estados Unidos, afirmou a um jornal ocidental a vice-presidente da Comissão Europeia para questões de soberania tecnológica, Henna Virkkunen.

Na opinião dela, sem modelos próprios de IA, a União Europeia corre o risco de ficar dependente das decisões tecnológicas de terceiros países, em particular dos Estados Unidos, que podem aproveitar essa situação para exercer pressão geopolítica.

"Os governos que têm a capacidade de impedir que outros países acessem modelos de inteligência artificial podem usar isso em prol de seus próprios interesses", disse Virkkunen em entrevista ao Financial Times.

Segundo a chefe digital da Comissão Europeia, as recentes restrições dos EUA à exportação de modelos avançados de inteligência artificial da empresa Anthropic mostraram que o acesso a tais tecnologias pode ser usado como uma ferramenta geopolítica.

Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia negocia com Washington para manter o acesso aos modelos de IA mais poderosos, mas também planeja aumentar os investimentos em desenvolvimentos europeus na área.

"Devemos criar nossa própria soberania tecnológica e não depender de terceiros países para essas tecnologias críticas", destacou a vice-presidente da Comissão Europeia.

Nesta segunda-feira (20), o jornal estatal chinês Global Times advertiu que a regulamentação excessivamente rígida do mercado de inteligência artificial pela União Europeia pode atrapalhar a cooperação internacional na esfera e prejudicar o próprio bloco.

Em particular, foi observado que o próprio bloco, com a introdução da Lei da União Europeia sobre Inteligência Artificial, cujas disposições são marcadas pelo rigor, cria "uma séria barreira tecnológica e econômica", projetando unilateralmente seus padrões nos mercados mundiais e ganhando assim uma vantagem competitiva desproporcional.