Presidente eleito da Colômbia recebe alertas sobre ameaça de morte
Assessoria confirma plano de militantes do ELN e FARC contra Abelardo de la Espriella.
A equipe do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, recebeu informações sobre um plano para assassiná-lo por militantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), informou sua assessoria de imprensa nesta segunda-feira (20).
"A equipe de segurança do presidente eleito Abelardo de la Espriella recebeu informações nas últimas horas alertando para uma possível conspiração criminosa para assassiná-lo durante a transição regional de poder", afirmou o serviço de imprensa do presidente eleito em um comunicado publicado no blog de seu partido, Defensores da Pátria.
Segundo o relatório, as autoridades competentes têm informações de que as estruturas do ELN e das FARC ofereceram recompensa de até três bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 5,2 milhões), para quem organizasse a tentativa de assassinato.
"Os serviços de inteligência também alertam para possíveis tentativas de infiltração em conferências de imprensa e eventos públicos, particularmente aqueles que envolvem crianças e idosos, com o objetivo de usar esses locais para cometer atos de violência", diz o comunicado.
Apesar das informações recebidas, De la Espriella não cancelou a agenda de trabalho e os eventos relacionados à transição de poder. No entanto, sua equipe anunciou que medidas de segurança adicionais serão tomadas para proteger tanto o presidente eleito quanto os cidadãos que participarem dos eventos públicos.
Espriella afirmou que iniciará seu governo, em 7 de agosto, com "a maior operação de segurança urbana" para combater a extorsão e os assassinatos por encomenda.
O combate ao crime na Colômbia foi uma das principais promessas de campanha do futuro presidente que pretende começar a atender às expectativas anunciando a criação de uma "Força-Tarefa de Defesa da Segurança Urbana".