SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia de SP investiga golpes em seguradoras com boletins falsos

Ação da Delegacia de Guarujá cumpre 34 mandados em seis estados contra quadrilha.

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/07/2026 às 15:56
Como funcionava golpe do falso BO para tirar dinheiro de seguros Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira, 20, a Operação Miragem contra uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em seguradoras.

A ação é realizada pela Delegacia de Guarujá, que cumpre 34 mandados de busca e apreensão em seis Estados. Em São Paulo, as ordens judiciais são cumpridas na capital e nas cidades de Diadema, Itapecerica da Serra, Paulínia, Praia Grande, São Roque e Taboão da Serra. Com apoio das Polícias Civis locais, também são realizadas diligências no Pará, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Uma sequência incomum de registros de boletins de ocorrência deu origem às investigações. Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Guarujá identificou o registro de 33 boletins de ocorrência de roubos supostamente ocorridos em um condomínio de luxo em pouco mais de 40 dias. Os policiais desconfiaram, no entanto, porque a quantidade de casos não correspondia à informada pela equipe de segurança do local.

A corporação informou que a quadrilha registrava falsos boletins de ocorrência de roubos por meio da Delegacia Eletrônica para solicitar indenizações indevidas a instituições financeiras e seguradoras.

Para registrar os boletins falsos, os investigados aliciavam pessoas em situação de vulnerabilidade financeira ou com restrições de crédito. Depois, solicitavam indenizações a bancos e seguradoras. O dinheiro era depositado nas contas dos envolvidos e, posteriormente, dividido entre intermediários e líderes da organização.

Os policiais analisaram os 33 boletins de ocorrência e identificaram que as mesmas linhas telefônicas eram usadas nas comunicações, além da ausência de registros das vítimas nos locais informados e de um padrão nas narrativas. Com isso, os agentes chegaram a 34 investigados.

O principal objetivo da operação desta segunda-feira é identificar todos os integrantes da organização criminosa, entender o fluxo financeiro do grupo, recuperar valores obtidos ilegalmente e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Para auxiliar na apuração, a Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e o bloqueio judicial de ativos.