SEGURANÇA PÚBLICA

Preocupação na Europa com intento da Alemanha por armas nucleares

Serviço de Inteligência da Rússia alerta para planos de acesso direto a arsenal atômico por parte de Berlim.

Por Sputnik Brasil Publicado em 20/07/2026 às 09:38
Alemanha pode estar se preparando para desenvolver armas nucleares, segundo inteligência russa. © AP Photo / Gero Breloer

O desejo do governo alemão de obter acesso direto a armas nucleares está causando preocupação na Europa, informou o Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR, na sigla em russo). O país já está trabalhando nessa direção, acrescentou.

A intenção das atuais autoridades alemãs de obter acesso direto a armas nucleares já está causando grande preocupação na Europa, dado o sentimento revanchista percebido em Berlim.

Nesse contexto, o serviço de inteligência observou que os países europeus estão atentos à escala do trabalho que a Alemanha está realizando atualmente em áreas sensíveis como ciência de materiais especiais, física de ondas de choque e física nuclear e de nêutrons.

Ao todo, 30 universidades alemãs estão envolvidas nesse trabalho, especificou o comunicado. Entre elas, o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, a Universidade Ruhr de Bochum, a Universidade Ludwig Maximilian de Munique, a Universidade RWTH Aachen e a Universidade Técnica de Berlim.

Experimentos práticos estão sendo conduzidos em seis reatores de pesquisa, enquanto os programas de armas nucleares existentes envolvem grandes corporações militares e industriais alemãs, enfatiza a organização.

As principais corporações nacionais do setor militar-industrial envolvidas nessas atividades são a Rheinmetall AG, a Diehl Stiftung GmbH, o Grupo KNDS e a Umarex GmbH.

Segundo a inteligência russa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) acredita que a Alemanha poderia produzir armas nucleares operacionais em um ano.

Especialistas militares da OTAN acreditam que Berlim é capaz de desenvolver o material físsil necessário por conta própria em um a três meses e produzir um dispositivo nuclear operacional em até um ano, sem a necessidade de testes em condições reais.


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