Ouro encerra em alta com aumento da demanda por segurança geopolítica
Mercado reage à escalada das tensões no Oriente Médio e expectativas sobre a política monetária dos EUA.
O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira, 17, apesar de cair na semana. O mercado avalia a escalada das hostilidades no Oriente Médio que alimenta os temores inflacionários, ao mesmo tempo que impulsiona a demanda por ativos de segurança.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,66%, a US$ 4.018,8 por onça-troy, mas recuou 2,30% na semana. A prata para setembro subiu 0,25%, a US$ 56,326 por onça-troy, perdendo 6,4% na semana.
O metal dourado se recuperou e voltou a operar acima do patamar de US$ 4 mil, beneficiado por um dólar estável, assim como da queda dos rendimentos dos Treasuries longos. Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ofensivas, marcando o sexto dia consecutivo de ataques na região. Ainda assim, não há sinais de que a situação possa se acalmar, especialmente diante de relatos de que os EUA poderão ampliar as operações.
Representantes do país persa afirmaram, por sua vez, que vão interromper as exportações de petróleo e gás na região, ajudando a impulsionar novamente os preços do petróleo.
Nos EUA, uma pesquisa da Universidade de Michigan apontou uma queda nas expectativas da inflação em 12 meses. Para o cenário em cinco anos, as expectativas ficaram estáveis.
A Kudo.com afirma que o mercado equilibra a demanda por ativos de segurança com a redução das expectativas de novas altas de juros. Na avaliação do MUFG, no entanto, o metal dourado vai permanecer vulnerável enquanto os riscos geopolíticos não provocarem uma deterioração mais ampla do sentimento nos mercados financeiros, dando mais peso ao papel do ouro como ativo de proteção do que à possibilidade de um aperto monetário nos EUA.
Ainda assim, a expectativa é de que o ouro encontre suporte na forte demanda dos bancos centrais, segundo o Goldman Sachs. O banco avalia que as compras oficiais devem continuar funcionando como um piso para os preços, mesmo diante da pressão exercida pela expectativa de juros mais altos.
*Com informações de Dow Jones Newswires