SAÚDE

GSK interrompe desenvolvimento de medicamento para tosse crônica

Decisão ocorre após resultados mistos de eficácia em estudos avançados do Camlipixant.

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/07/2026 às 11:15
GSK

A GSK anunciou que vai interromper o desenvolvimento de um tratamento experimental para tosse crônica, após resultados de eficácia limitada em estudos clínicos de fase avançada. Por volta das 10h30 (de Brasília), as ações da farmacêutica britânica caíam 2% na Bolsa de Londres.

A decisão pode aumentar as preocupações dos investidores com a iminente perda de proteção de patentes de medicamentos contra HIV e reforçar dúvidas sobre a capacidade da empresa de cumprir sua meta de vendas para 2031.

A GSK pretende alcançar mais de 40 bilhões de libras em vendas em 2031. Analistas estimam atualmente receita de 34,88 bilhões de libras, segundo consenso compilado pela companhia.

A empresa havia projetado anteriormente que o medicamento Camlipixant geraria mais de 2,5 bilhões de libras por ano em pico de vendas.

A GSK informou nesta sexta-feira resultados mistos para o Camlipixant em dois estudos de fase avançada com adultos com tosse crônica. Um dos estudos atingiu o objetivo principal, com redução significativa na frequência da tosse após 12 semanas de tratamento. O outro, porém, não alcançou esse objetivo após 24 semanas, segundo a empresa.

Uma dose mais baixa do Camlipixant não conseguiu obter reduções significativas em nenhum dos dois estudos, e outras metas secundárias também não foram atingidas, acrescentou a GSK.

Segundo a empresa, o conjunto de dados aponta para eficácia limitada, pouco provável de mudar de forma relevante o cuidado aos pacientes. Por isso, a GSK decidiu encerrar o desenvolvimento do Camlipixant para tosse crônica refratária.

Um estudo de fase intermediária do mesmo medicamento em adultos com síndrome do intestino irritável com diarreia e hábitos intestinais mistos seguirá em andamento para avaliar eficácia e segurança, acrescentou a GSK.

A GSK obteve o controle do remédio ao comprar, por US$ 2 bilhões, a canadense Bellus Health em 2023 e inicialmente esperava que o Camlipixant começasse a contribuir para os resultados em 2027. O medicamento tem como alvo a mesma proteína que o Lyfnua, comercializado pela rival americana Merck.

Analistas do J.P. Morgan disseram que a GSK provavelmente terá de registrar uma baixa contábil relacionada ao programa.

*Com informações da Dow Jones Newswires

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.