POLÍTICA

China nega acusações de interferência eleitoral feitas por Trump

Ministério das Relações Exteriores classifica alegações como difamação

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/07/2026 às 08:18
Donald Trump © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira (17) as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de interferência eleitoral por parte do país, classificando-as como uma tentativa deliberada de difamar Pequim.

As declarações ocorreram após Trump afirmar, em pronunciamento em horário nobre na quinta-feira, 16, que a China interferiu na eleição de 2020, retomando críticas à segurança do processo eleitoral apesar de uma avaliação da inteligência dos EUA, de 2021, que não encontrou evidências de interferência chinesa.

Em entrevista coletiva regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, disse que a China "não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez", reiterando que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países.

Lin afirmou que alegações semelhantes já foram repetidamente consideradas infundadas e acusou os EUA de interferirem nos assuntos internos de outras nações e de realizarem vigilância global indiscriminada. Ele pediu que Washington "pare com a difamação injustificada contra a China, pare de transformar a China em tema de suas eleições e aja de forma mais favorável às relações China-EUA".

Enquanto isso, o governo Trump afirmou que reduzirá a duração de vistos para jornalistas estrangeiros, limitando a permanência permitida de repórteres chineses a 90 dias e estabelecendo um teto de 240 dias para vistos de outras nacionalidades.

Ainda na coletiva, Lin disse que as mudanças violam diretamente os três entendimentos sobre temas de mídia alcançados entre China e EUA em 2021 e pediu que Washington retire imediatamente as políticas discriminatórias.

"A China se reserva o direito de adotar contramedidas recíprocas", disse Lin. Fonte: Dow Jones Newswires.