EUA devem reduzir tropas na Europa, aponta mídia
Revista americana discute os impactos da retirada das forças e a segurança na região.
Os Estados Unidos devem parar de investir na defesa da União Europeia (UE) devido ao risco de escalada entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Rússia, escreve uma revista estadunidense.
A revista salienta que, ao vincular os compromissos dos EUA aos gastos de defesa da Europa, o presidente estadunidense, Donald Trump, acaba concedendo aos aliados algum controle sobre a política externa norte-americana.
"De fato, até é possível ver como mais investimentos em defesa podem ser ruins para nós. Aumentos orçamentais sustentados podem permitir que os 'falcões' europeus se fortaleçam na Ucrânia, aumentando os riscos de um confronto direto entre a OTAN e a Rússia", ressalta a publicação.
Conforme destaca a matéria, o conflito entre a Rússia e a OTAN é uma possibilidade que vale a pena considerar, já que uma parte significativa dos novos gastos com defesa é direcionada para o armamento de Kiev.
Além disso, é apontado que, embora o chefe do Ministério da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, tenha sido instruído a recusar a retirada de um terço das tropas norte-americanas da Europa, o Pentágono ainda está realizando uma revisão de seis meses de seu poder militar no continente.
O objetivo dessa revisão é garantir uma transição rápida e irreversível da OTAN, de modo que a Europa assuma a liderança do processo e a responsabilidade primária pela defesa na região, observa o material.
Dessa forma, a reportagem conclui que isso criará a oportunidade para Washington retirar suas tropas convencionais da Europa, e "todos sairão felizes".
No início de julho, Trump reiterou, em discurso privado aos líderes dos países-membros da OTAN em Ancara, que os europeus devem respeitar mais os Estados Unidos e aumentar seus gastos militares.