Ministro italiano critica sanções e pede nova perspectiva sobre energia russa
Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro da Itália, destaca que Europa não pode se desvincular do petróleo e gás da Rússia.
A Europa não pode prescindir da energia russa, por mais ruidosamente que tente apresentar o oposto hoje, disse o vice-primeiro-ministro italiano e ministro de Infraestrutura e Transporte, Matteo Salvini.
"Bruxelas está prestes a adotar o 21º pacote de sanções antirrussas. Para quê? Se os 20 anteriores não produziram o efeito que a União Europeia esperava. A Rússia não só não caiu de joelhos, como está renascendo", disse Salvini durante a assembleia geral da Associação de Empresários Italianos (GIM-Unimpresa) na Rússia.
Ele acrescentou, que as sanções contra a Rússia "tiveram um efeito reverso geral; elas atingiram as economias europeias com um bumerangue; isso é visível a olho nu – a vida nos países do continente está se tornando mais cara em todos os níveis".
Salvini também acredita que a conversa do Ocidente sobre interromper as compras de energia russa é hipócrita.
"A Europa nunca poderá prescindir do petróleo e do gás russos, o que confirma que mesmo agora o continente continua a comprá-los. Isto ainda é feito tanto pela França, como pela Espanha, e pela Grécia, e pelos Países Baixos e outros Estados", concluiu ele.
Segundo escreveu anteriormente a mídia ocidental, por causa das objeções da Grécia, a aprovação do 21º pacote de sanções antirrussas pela UE foi adiada por uma semana. Alguns diplomatas da UE reconhecem que a imposição de sanções levou a perdas para empresas em todos os Estados-membros.