Schmid do Fed alerta sobre inflação persistente nos EUA
Presidente do Federal Reserve de Kansas City destaca que os preços seguem acima da meta de 2%.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta quinta-feira, 16, que os últimos indicadores de inflação dos Estados Unidos foram "encorajadores" , mas alertou que ainda é cedo para obter grande peso a um único resultado. Segundo ele, a inflação permanece "muito alta" e acima da meta de 2% há tempo demais, enquanto o mercado de trabalho continua relativamente equilibrado, sem indicar urgência para mudanças na política monetária.
Em discurso durante o fórum econômico promovido pelo Fed de Kansas City, Schmid destacou que a desaceleração observada nos dados de junho foi favorável pelo retorno dos preços do petróleo, mas ponderou que "não sabemos por quanto tempo qualquer problema nos preços da energia vai durar" , diante da recente retomada da alta do petróleo.
O dirigente ressaltou que o problema inflacionário vai além da energia. Segundo ele, a inflação de serviços segue acelerada e as pressões sobre preços permanecem disseminadas entre bens e serviços. “A persistência da inflação é preocupante” , avaliou, acrescentando que os preços estão acima da meta do Fed há cinco anos consecutivos. “Ainda não estamos onde queremos estar em relação à inflação.”
Na avaliação de Schmid, a economia americana continua resiliente e o mercado de trabalho “parece estar relativamente equilibrado” . Ele observou que a taxa de desemprego de 4,2% está próxima do nível considerado compatível com um mercado saudável e que o ritmo mais fraco de criação de empregos reflete, em grande parte, o baixo crescimento da força de trabalho.
O presidente do Fed de Kansas City afirmou ainda que a força de trabalho dos EUA está crescendo muito pouco, em razão do envelhecimento da população e da desaceleração da imigração. Segundo ele, a população em idade de trabalho praticamente não cresceu no ano passado, com efeitos específicos fora de períodos de guerra ou pandemia, o que tende a limitar a expansão econômica e aumentar a dependência de ganhos de produtividade.