Fiesp critica nova taxação de exportações brasileiras pelos EUA
Federação das Indústrias de SP expressa preocupação com sobretaxe unilateral sobre produtos do Brasil.
Em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira, 15, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado americano. A entidade destacada cuja decisão é especialmente prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, ou que reduz significativamente a competitividade de países concorrentes nacionais.
“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a nota.
Ainda de acordo com a entidade, “uma retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA em outras oportunidades no último ano”.
"O mercado norte-americano é o principal destino dos produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", disse Paulo Skaf , presidente da Fiesp.
Na nota, a entidade reafirma o compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto com os parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.