Trump critica rejeição a proposta do Irã e a condução da guerra
Presidente dos EUA expressa frustração com a guerra e divisões na equipe sobre estratégia militar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria afirmado nos bastidores que Washington perdeu a oportunidade de evitar uma guerra prolongada com o Irã ao rejeitar uma proposta de Teerã para limitar seu programa nuclear. A informação foi divulgada pela emissora CBS, com base em fontes ligadas ao governo.
Os Estados Unidos e o Irã assinaram em junho um memorando que encerrou os confrontos iniciados em 28 de fevereiro. A trégua, porém, durou menos de um mês. Na última semana, Washington retomou os ataques contra alvos iranianos, alegando responder a ações de Teerã contra a navegação comercial no estreito de Ormuz. Já o governo iraniano classificou a ofensiva como uma grave violação do acordo firmado entre os dois países.
Segundo a CBS, Trump passou a demonstrar crescente frustração com a Operação Fúria Épica, por considerar que o conflito se mostrou mais longo e complexo do que sua equipe previa inicialmente.
Ainda de acordo com a reportagem, a guerra expôs divergências entre Trump e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Enquanto o chefe do Pentágono defendia uma postura mais agressiva contra o Irã, apesar das reservas manifestadas pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, o presidente se irritava com as limitações apresentadas pelos militares para a condução da campanha.
A emissora também afirmou que integrantes do Pentágono e de outros órgãos do governo criticaram o comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper. Na avaliação desses funcionários, Cooper teria superestimado a capacidade das Forças Armadas norte-americanas para enfrentar o Irã.
Em resposta, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que Trump está "extremamente orgulhoso" da atuação de Hegseth e de Cooper durante a Operação Fúria Épica.