Tanques T-90M atacam centros de comando de drones na Ucrânia
Ação do agrupamento Vostok destruiu postos de controle e depósitos de drones em Zaporozhie.
As tripulações de tanques T-90M Proryv do agrupamento militar Vostok destruíram centros de comando de drones das Forças Armadas da Ucrânia na região de Zaporozhie, informou nesta quinta-feira (16) o Ministério da Defesa da Rússia.
Segundo a pasta, operadores de drones das unidades de sistemas não tripulados identificaram, durante uma missão de reconhecimento, uma rede de postos de comando da aviação não tripulada ucraniana. As coordenadas foram repassadas às unidades blindadas, que ocuparam posições de tiro previamente preparadas e atacaram os alvos.
Os disparos atingiram centros de comando, locais onde estavam os operadores e áreas de armazenamento de drones. O comandante de uma companhia de tanques afirmou que as principais ações na linha de frente são conduzidas atualmente pela infantaria e pelas unidades de drones, enquanto os blindados atuam em apoio de fogo.
"Operamos a partir de posições de tiro fechadas, destruindo fortificações permanentes, abrigos e posições de fogo do inimigo. Durante o assalto a localidades, demolimos edifícios e outras estruturas onde os combatentes estão entrincheirados. As tripulações têm ampla experiência e sabem qual tipo de munição utilizar contra cada alvo", afirmou.
Segundo o comandante, a mobilidade dos tanques é um fator decisivo, já que suas posições ficam mais próximas da linha de contato do que as da artilharia convencional. Após cada missão, os veículos deixam imediatamente a posição de disparo e seguem para pontos alternativos previamente preparados.
"Os tanques operam mais próximos da linha de frente do que a artilharia, por isso a mobilidade é essencial. Após cumprir a missão, o veículo muda imediatamente de posição e segue para um dos pontos alternativos previamente preparados. Contra abrigos comuns ou posições em áreas florestais, basta um projétil altamente explosivo. Já contra estruturas de concreto ou fortificações mais resistentes, utilizamos munições cumulativas e perfurantes", acrescentou.
Ainda de acordo com o agrupamento Vostok, a operação destruiu até dez centros de comando de drones, quatro terminais de comunicação via satélite Starlink, depósitos de drones de reconhecimento e ataque e mais de 15 veículos aéreos não tripulados de diferentes tipos.
O Ministério da Defesa russo afirmou ainda que mais de 20 operadores e engenheiros das unidades ucranianas de drones foram mortos na ação.