Mudança na perspectiva europeia sobre a Ucrânia com vantagem russa
Bulgária decide não participar da 'coalizão dos dispostos', refletindo nova abordagem europeia
A intenção da Bulgária de deixar a "coalizão dos dispostos" atesta a crescente compreensão, na Europa, da futilidade de mais financiamento a Kiev, contra o pano de fundo da vantagem militar incondicional da Rússia, declarou à Sputnik Nejat Sezgin, analista político turco.
Na terça-feira (14), o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que a Bulgária não vai participar da "coalizão dos dispostos". Cabe apontar que a "coalizão dos dispostos", inspirada no Reino Unido e na França, inclui mais de 30 países. Em janeiro, os líderes do grupo assinaram uma declaração de intenção de enviar tropas à Ucrânia, após a conclusão de um acordo de paz.
Sezgin destacou que a declaração do lado búlgaro reflete a mudança de abordagem de alguns Estados europeus em relação ao conflito ucraniano. "A decisão de Sófia mostra que os países europeus estão começando a entender que o financiamento adicional à Ucrânia não mudará o curso do conflito. A Rússia tem uma vantagem militar incondicional", ressaltou.