ECONOMIA

Brasil obtém R$ 58 bilhões com exportação de minerais críticos em 2025

Dados da ApexBrasil revelam que o país se destaca na oferta global devido a suas vastas reservas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 15/07/2026 às 10:47
Exportação de minerais críticos gera R$ 58 bilhões para o Brasil em 2025. © AP Photo / Eraldo Peres

Em 2025, a exportação brasileira de minerais críticos e suas respectivas cadeias produtivas gerou US$ 11,4 bilhões (R$ 57,85 bilhões) em receita para o país, informa o portal InfoMoney, citando dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O portal salienta que, com vastas reservas desses minerais, o Brasil se torna peça-chave no abastecimento da crescente demanda global decorrente da transição energética, da digitalização e da necessidade de segurança nas cadeias produtivas mundiais.

"O conjunto de minerais críticos — cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, elementos de terras raras [ETR], fosfato e potássio —, incluindo suas cadeias produtivas, rendeu ao Brasil [R$ 57,85 bilhões] em exportações em 2025", ressalta a publicação.

De acordo com o texto, a matriz energética do Brasil, majoritariamente renovável, funciona como um diferencial competitivo, consolidando o país como um destino atrativo para investimentos de longo prazo nas cadeias de minerais críticos.

No Brasil, há um potencial já identificado para expandir as fases de processamento, refino, transformação industrial e manufatura de bens com maior valor agregado dentro do próprio território nacional, observa o portal.

Além disso, há no mercado nacional instrumentos de fomento institucional, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as debêntures incentivadas e as iniciativas da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Novo PAC, voltados ao suporte de projetos nessas fases da cadeia produtiva, conclui a publicação.

Anteriormente, a professora aposentada da Universidade de Brasília, Maria Luiza Falcão Silva, afirmou que, por ser detentor do segundo maior volume de metais de terras raras do mundo, o Brasil deve declarar suas posições de forma mais firme e ousada no palco internacional.

Em artigo publicado no Brasil 247, a professora defendeu que, com o aumento da importância das terras raras na economia moderna, o Brasil deve agir como protagonista em igualdade de condições com as demais potências mundiais.