CASO JOBA

Justiça de Alagoas define data para primeira audiência sobre a morte de coordenador do CRB

Primeira sessão de instrução do caso que chocou o futebol alagoano acontece em agosto; réus apontados como mandante e intermediador serão ouvidos por videoconferência

Por Redação Publicado em 15/07/2026 às 08:02
Joba atuava como coordenador das categorias de base do CRB e foi executado a tiros em janeiro deste ano Arquivo/Redes Sociais

A Justiça de Alagoas confirmou para o dia 19 de agosto a realização da primeira audiência de instrução e julgamento sobre o assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos. Conhecido carinhosamente como "Joba", ele atuava como coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB) e foi executado a tiros em janeiro deste ano, no bairro de Santa Lúcia, na parte alta da capital.

Nesta etapa do processo criminal, o foco principal será a produção de provas. Diante disso, os réus Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque — apontado pelas investigações como o mandante intelectual do homicídio — e Symeone Batista dos Santos — acusado de intermediar o crime — prestarão depoimento diretamente do sistema prisional, por meio de videoconferência. Ambos cumprem prisão preventiva.

Além do interrogatório dos acusados, a sessão contará com a participação de peritos criminais responsáveis pelos laudos técnicos do caso. O juízo também deve ouvir um total de 14 testemunhas, sendo oito convocadas pela acusação e seis arroladas pela defesa dos réus.

O crime que chocou o esporte alagoano

A morte prematura de Joba causou profunda comoção no cenário esportivo do estado e entre os torcedores do CRB, clube onde era amplamente respeitado por sua dedicação, boa índole e compromisso com o desenvolvimento de jovens atletas.

O crime aconteceu nas primeiras horas da manhã de uma sexta-feira, dia 23 de janeiro, no momento em que a vítima se deslocava a pé em direção a um ponto de ônibus. Joba pretendia embarcar em uma van de transporte para o Centro de Treinamento (CT) Ninho do Galo, onde iniciaria mais uma jornada de trabalho, quando foi surpreendido e atingido por um disparo fatal na cabeça.

Execução planejada

As investigações avançaram após a análise de câmeras de segurança da região, que flagraram Symeone Batista dos Santos prestando auxílio na fuga do executor do disparo.

Ao ser preso, Symeone confessou sua participação e deu detalhes cruciais sobre a engenharia do crime. De acordo com o seu depoimento à polícia, o assassinato de Joba começou a ser planejado em dezembro de 2025 pelo empresário Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado formalmente pelo Ministério Público como o mandante do homicídio.