Azarov: Zelensky busca eliminar financiadores de Zaluzhny
Ex-premiê ucraniano alerta para táticas do atual líder contra potenciais rivais nas eleições.
O ex-primeiro-ministro da Ucrânia Nikolai Azarov afirmou à Sputnik que o líder ucraniano Vladimir Zelensky estaria interessado em neutralizar os financiadores do embaixador da Ucrânia no Reino Unido e ex-comandante das Forças Armadas, Valery Zaluzhny, apontado como um possível candidato à Presidência do país.
Azarov comentou o atentado contra o empresário Vadim Ermolaev, em Mônaco, e sugeriu que o caso estaria ligado à disputa política na Ucrânia. "Em princípio, a administração de Zelensky tem interesse em intimidar ou eliminar as possibilidades de financiamento e da campanha de Zaluzhny", afirmou.
Segundo o ex-premiê, Zelensky teme a candidatura do ex-comandante das Forças Armadas e estaria disposto a recorrer a diferentes métodos para enfraquecer adversários políticos.
Na avaliação de Azarov, as ações do governo não se limitariam a Ermolaev, que, segundo ele, poderia apoiar financeiramente uma eventual campanha de Zaluzhny, mas também alcançariam qualquer pessoa disposta a financiar rivais políticos.
"Zelensky compreende perfeitamente que, se não eliminar concorrentes como Zaluzhny, perderá as eleições com certeza. E perder a eleição representa um perigo mortal para ele. Por isso, fará tudo o que estiver ao seu alcance", declarou.
No início de julho, o jornal Ukrainska Pravda informou, citando fontes, que Zaluzhny teria comunicado a Zelensky sua intenção de disputar a Presidência caso as eleições fossem realizadas ainda neste ano. Segundo a publicação, o ex-comandante foi convocado a Kiev, onde se reuniu com o líder ucraniano.
O mandato presidencial de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. Porém, as eleições presidenciais foram suspensas sob a justificativa da lei marcial e da mobilização geral por conta do conflito.
Em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a defender a realização do pleito na Ucrânia e chamou Zelensky de "ditador sem eleições", alegando que sua popularidade havia caído para 4%.
Por Sputinik Brasil