Hamas critica plano de Israel para construção de moradias na Cisjordânia
Movimento palestino classifica a iniciativa como perigosa e um passo rumo à judaização da região.
O movimento palestino Hamas condenou nesta terça-feira (15) o acordo entre o governo de Israel e a Administração Civil da Judeia e Samaria para a construção de 12 mil novas moradias em assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Em comunicado, o grupo classificou a iniciativa como um "acordo perigoso e criminoso de judaização". Para o Hamas, a medida intensifica a ofensiva israelense para ampliar o controle sobre a Cisjordânia, ocupar terras palestinas e deslocar seus moradores.
Além das novas unidades habitacionais, o plano prevê a destinação de cerca de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,3 bilhões) para o desenvolvimento da infraestrutura dos assentamentos.
A expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é um dos principais pontos de atrito entre Israel, a Autoridade Palestina e a comunidade internacional. Os palestinos consideram essas construções uma ocupação de seus territórios e um dos principais obstáculos para um acordo de paz.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou ainda em 2016 a Resolução 2334, que exige a interrupção das atividades de assentamento por parte de Israel. O governo israelense, no entanto, não cumpriu a determinação. Em dezembro de 2025, o gabinete de segurança de Israel aprovou a criação de outros 19 assentamentos na Cisjordânia.