POLÍTICA

Gustavo Petro exige responsabilização por morte de colombiano nos EUA

Presidente colombiano condena ação do ICE que resultou na morte de Joan Sebastián Durán Guerrero.

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/07/2026 às 15:24
Gustavo Petro pede Justiça para morte de colombiano em operação do ICE nos EUA. © AP Photo / Fernando Vergara

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou nesta terça-feira (14) a morte do colombiano Joan Sebastián Durán Guerrero durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) e cobrou da diplomacia que atue para que "os assassinos paguem por seu homicídio".

"O que aconteceu no Maine é o assassinato de um colombiano, de um latino-americano, pelas mãos do governo dos Estados Unidos [...] Espero do serviço exterior colombiano nos Estados Unidos a ação jurídica e humanitária mais rápida possível para que os assassinos paguem por seu homicídio", escreveu o presidente na rede social X.

O colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, 26 anos, foi morto a tiros no estado do Maine, no nordeste dos EUA, por um agente do ICE. A autoridade de imigração declarou que a vítima estava no país “de maneira irregular” e tinha ordem de expulsão imediata. Guerrero foi baleado dentro de um carro e, segundo o serviço de imigração, tentou fugir e que o agente atirou "em nome da segurança pública". Ele vivia na cidade de Biddeford, com esposa e filha de 3 anos de idade.

“Mataram-no por considerá-lo um ser inferior e sem direitos”, afirmou o presidente colombiano.

Mortes e ataques semelhantes ocorrem durante operações de serviço, como parte da campanha de deportações de imigrantes promovida pelo presidente americano, Donald Trump.

No dia de sua posse como 47º presidente, Trump prometeu interromper imediatamente a imigração ilegal e iniciar deportações em massa. Segundo a Casa Branca, nos seis meses da presidência de Trump, as autoridades prenderam mais de 100 mil imigrantes ilegais, além de revogar as autorizações de residência temporária de outros 500 mil estrangeiros.