ECONOMIA

Ouro fecha em alta com dados econômicos dos EUA e tensões entre EUA e Irã

Cotação do ouro se recupera após dados de inflação abaixo do esperado e diminuição das apostas em juros altos.

Por Estadao Conteudo Publicado em 14/07/2026 às 14:50
Barra de ouro © Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O ouro encerrou em alta nesta terça-feira, 14, devolvendo parte das perdas da véspera, após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do acordo aliviarem as expectativas de juros no país. No entanto, o cenário geopolítico e os impactos nos preços do petróleo continuam sendo avaliados.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou com ganhos de 1,60% , a US$ 4.069,7 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 1,95% , a US$ 59,104 por onça-troy.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano recuou mais do que o esperado na comparação mensal e desacelerou no ano. Os resultados, melhores que o previsto, pressionaram os rendimentos dos Tesouros e do dólar - consequentemente, favorecendo o ouro.

Após os resultados, as apostas em alta nos juros do país já em setembro diminuíram, apesar de ainda serem maioria. Para o Bank of America, contudo, apesar dos resultados de alívio sobre a pressão sobre o Federal Reserve (Fed), é "apenas um resultado isolado, e a inflação ainda está bem acima da meta".

Na mesma linha, a Capital Economics avalia que os números não alteram a expectativa de uma alta nas taxas ainda este ano. Após os resultados, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com o controle da inflação.

Enquanto isso, no fronte geopolítico, os EUA e o Irã voltaram a sofrer agressões durante a noite, sustentando os preços do petróleo. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump , afirmou que vai substituir a cobrança de um pedágio por acordos comerciais, trazendo os ganhos da commodity e aliviando também parte das preocupações inflacionárias.

Para o Swissquote, conforme os preços de energia permanecem elevados, alguns bancos centrais globais podem ter de vender suas reservas de ouro como uma medida de estabilização de câmbio, "impedindo que o ouro se comporte plenamente como um ativo de refúgio seguro, como ocorreu durante os primeiros quatro meses desta guerra".

No entanto, o banco afirma que a perspectiva para o ouro permanece positiva no longo prazo. “Qualquer retrocesso no preço deve ser visto como uma oportunidade para os investidores de longo prazo fortalecerem suas posições otimistas”, explica.