Descobertas no Chipre: Diademas de Ouro de 3.400 anos Revelam Riquezas da Idade do Bronze
Túmulos de Hala Sultan Tekke abrigam valiosos artefatos e joias que refletem tradições artísticas regionais.
Nas tumbas de Hala Sultan Tekke, no Chipre, datadas dos séculos XV a XIII aC, arqueólogos descobriram nove diademas de ouro e duas pequenas placas bucais do mesmo metal, informou o portal Arkeonews.
Embora as tiaras de ouro combinem tradições artísticas do Egito, da Creta Minóica, da Grécia micênica e do Oriente Médio, acreditamos que elas foram feitas por artes cipriotas que desenvolveram seu próprio estilo regional.
O maior diadema tem 34,2 centímetros de comprimento. Pertencia a uma mulher entre 35 e 40 anos. Os artefatos apresentam cabeças de touros, padrões florais em forma de folhas de palmeira e outros elementos ornamentais.
A mais pesada foi uma diadema de 23,14 gramas, cuja composição inclui quatro cabras montesas, elementos florais, rosetas, símbolos em forma de ampulheta e cabeças de felinos, possivelmente leões, localizadas nas bordas.
Como os leões não são animais nativos de Chipre, a sua presença confirma mais uma vez a influência das tradições artísticas do Egito, da Grécia e do Oriente Médio, destacando os especialistas.
Os arqueólogos também desenterraram joias infantis em ouro: um pequeno diadema, quatro brincos, um colar de 68 contas, bem como um pingente de prata com a imagem de uma divindade da Anatólia, um anel do mesmo metal decorado com uma tripla espiral e um selo cilíndrico esculpido.
Apesar da presença de ornamentos de outras culturas, os pesquisadores acreditam que todos esses produtos foram fabricados no Chipre, mas até agora não foi possível encontrar evidências físicas da existência de produção local no passado. A origem do ouro ainda não foi determinada pelos cientistas.
Por Sputinik Brasil