POLÍTICA

Mobilização do PT pela votação da PEC 6 x 1 no Senado

Edinho Silva convoca militância para pressionar pela aprovação da proposta de alteração na jornada de trabalho.

Por Sputnik Brasil Publicado em 12/07/2026 às 20:11
Edinho Silva anuncia mobilização do PT pela votação da PEC 6 x 1 no Senado. © Foto / Antonio Cruz / Agência Brasil

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou neste domingo (12) que a militância do partido iniciará na próxima segunda-feira (13) uma campanha de pressão para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) contra a escala de trabalho 6 x 1, texto que está parado no Senado Federal.

Edinho utilizou um canal nas redes sociais do PT para convocar apoiadores a engajar nas publicações do partido na internet. Nas palavras do presidente do Partido dos Trabalhadores, é preciso "fazer com que a PEC seja aprovada" na Casa Alta do Congresso.

"Todos sabem que o presidente Lula tem sido o grande protagonista dessa luta. Ele tem sido a grande liderança para que a gente possa construir relações de trabalho, onde a trabalhadora e o trabalhador tenham mais tempo para sua família, para o seu lazer, para cuidar da sua saúde."

A redução da jornada para cinco dias de trabalho e dois de descanso é vista como uma das principais cartadas do governo federal para as eleições de outubro. A pauta já foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas segue travada no Senado, onde enfrenta forte resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Por diversas vezes, Alcolumbre já afirmou que não vai ceder a pressões para acelerar a tramitação do projeto e que o Senado não consiste em um "carimbador" de decisões da Câmara. O presidente entende que os senadores devem analisar com calma o tema, sem dar um prazo para sua votação e eventual aprovação.

O clima entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e Alcolumbre é tenso desde o final de abril, quando o Senado rejeitou a indicação do petista ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias. Existia uma corrente no Congresso, da qual o político amapaense fazia parte, que pedia que Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse indicado à vaga da Corte deixada por Luiz Roberto Barroso no ano passado.