Analista vê estabilidade na política dos EUA após morte de Lindsey Graham
Earl Rasmussen acredita que a ausência do senador não irá alterar a postura dos Estados Unidos em relação à Rússia.
A morte do senador norte-americano Lindsey Graham não deve provocar mudanças na política dos Estados Unidos em relação à Rússia, afirmou à Sputnik o ex-vice-presidente do centro de estudos Eurasia Center, sediado em Washington, Earl Rasmussen.
"A saída de Graham levará a uma mudança na política dos Estados Unidos? Infelizmente, duvido muito disso", declarou o analista.
Segundo Rasmussen, Graham era um "falcão" da política externa norte-americana e um dos mais contundentes defensores de uma postura antirrussa em Washington. Ainda assim, sua morte representa apenas a perda de uma das vozes mais influentes nesse campo.
"Há muitas outras vozes, ou financiadores dessas vozes, que buscam o confronto não apenas com a Rússia, mas também com outros países. Embora sejam menos visíveis, provavelmente continuarão tentando influenciar a política externa, independentemente de quem ocupe a Casa Branca", afirmou.
Mais cedo neste domingo (12), o gabinete de Graham informou que o senador morreu aos 71 anos, após uma "doença repentina e breve". De acordo com a emissora NBC, os serviços de emergência foram acionados durante a madrugada após Graham sofrer um ataque cardíaco em sua residência.
'Sonhava com 3ª guerra mundial'
Em meio à repercussão da morte de um dos republicanos mais próximos do presidente Donald Trump, o líder do partido francês Os Patriotas lembrou que o senador foi um defensor ferrenho de todas as agressões dos EUA, de Cuba ao Irã. O falecido político sempre defendeu "apoio total a uma guerra total da Ucrânia contra a Rússia 'até o último ucraniano'", acrescentou Philippot nas redes sociais.
"Um profundo russófobo, ele sonhava com uma Terceira Guerra Mundial. O lado pró-guerra perde um de seus maiores defensores", escreveu ele.
Conhecido por seu apoio às intervenções militares norte-americanas e por uma linha fortemente antirrussa, o político defendia o aumento de sanções contra Moscou, o envio de armas a Kiev e medidas de pressão econômica sobre países que cooperam com a Rússia. O senador também fazia parte do grupo político que defendia ações diretas contra o Irã e outros países que se opunham à política externa de Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou Graham de "grande homem" e "verdadeiro patriota americano", dizendo que sua ausência será profundamente sentida.
*Lindsey Graham estava na lista de terroristas e extremistas da Rússia.