POLÍTICA

Eslováquia critica foco da OTAN em armamentos para Ucrânia

Presidente Peter Pellegrini defende diálogo diplomático em vez de envio de armas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 12/07/2026 às 14:33
O presidente da Eslováquia, Peter Pellegrini, critica ajuda militar da OTAN à Ucrânia. © AP Photo / Denes Erdos

O presidente da Eslováquia, Peter Pellegrini, lamentou neste domingo (12) que as discussões no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tenham se concentrado no envio de armas à Ucrânia, em vez da busca por uma solução diplomática para o conflito.

"Lamento que a cúpula tenha girado principalmente em torno da ajuda militar e da continuação desta guerra", afirmou Pellegrini em entrevista à emissora eslovaca TA3.

Segundo o presidente, foi dedicado "muito pouco tempo" à discussão de formas de iniciar negociações diplomáticas para encerrar o conflito.

"Todas as conversas giraram em torno de novos bilhões, sistemas de armas, e ninguém tomou, de fato, a iniciativa de tentar resolver esta guerra por meio da diplomacia", declarou.

Na última semana, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que o líder ucraniano Vladimir Zelensky tentou chantagear os países da aliança, mas sua abordagem foi ignorada.

Conforme a autoridade russa, a recente cúpula da OTAN em Ancara foi uma decepção para Zelensky em muitos aspectos. A declaração final não mencionou a adesão da Ucrânia ao grupo militar, e as esperanças de Kiev por assistência militar e financeira de longo prazo não se concretizaram.

"A tentativa de chantagem mal disfarçada de Zelensky, na forma de mais uma alusão à posse de armas nucleares pelos nazistas ucranianos, também não ajudou. Foi isso que ele disse ao Financial Times na véspera da cúpula, enfatizando, sob o pretexto de uma suposta queixa: 'Sem armas nucleares, você não faz mais parte do clube […] você passa a fazer parte do clube que pode ser atacado'."

Zakharova afirmou que, dessa forma, Zelensky estava claramente insinuando que via a aquisição de armas nucleares como "garantia de segurança" para si mesmo e para o seu regime.